Numa Alemanha em ruínas, decaída da barbárie, o compositor e maestro Bruno Arhein, 75 anos, contemporâneo de de Richard Strauss, questiona o sentido de sua vida e de sua obra musical. Mas que resposta pode dar esse homem sensível, antes benquisto pelo próprio Hitler, agora vigiado pela Gestapo, à nova realidade? Como conciliar as dramáticas opções de seus filhos e suas noras, uma delas judia sujeita, com seus dois netos, à sanha racista? Como entender? Como aceitar? Como viver? Epopéia familiar e painel histórico, ao mesmo tempo romance de amor e de reflexão, o livro lisonjeia a cada página a sensibilidade do leitor, constituindo também uma jornada sentimental pelo mundo da música e da cultura, um passeio ao léu, um Wanderweg, uma caminhada.

