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    A esquerda militar no Brasil - Vol. I: da conspiração republicana à guerrilha dos tenentes.

    Joao Quartim Moraes

    Expressão Popular
    2005
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-10: 8587394576
    Português Brasileiro
    3.5
    6 avaliações
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    É comum identificarmos os militares com a repressão aos movimentos sociais e o exercício ditatorial do poder político. Alguns importantes fatos historicamente mais recentes - como o golpe militar de 1964, a tragédia de Volta Redonda, a repressão à greve dos petroleiros e a recente 'qualificação' do batalhão de Campinas para reprimir os movimentos populares e sociais - são provas da presença ativa, política e repressora, das Forças Armadas nos rumos da política brasileira. Historiadores liberais situam na proclamação da República o início de um longo ciclo de intervenções militares na política. Preferem, claro, militares à moda inglesa ou estadunidense, massacrando povos e pilhando o planeta em nome da liberdade de comércio, mas sempre obedientes ao 'poder civil'. Sem dúvida, a república nasceu, entre nós, de um golpe militar, o que vai se repetir em 1964, em contraposição à política reformista do então presidente João Goulart. Como falar, então, de esquerda militar? Como explicar a inspiração moral e política dos jovens oficiais abolicionistas e republicanos que derrubaram o Império em 1889, dos ‘tenentes’ da década de 1920 e dos militares antiimperialistas da década de 1950? Como explicar a posição, ao longo dos anos de 1990, relativa à defesa da soberania nacional contra o rolo compressor do imperialismo estadunidense e de seus sócios, quando militares, embora longe de serem de esquerda, situam-se à esquerda dos governantes neoliberais? Em busca da resposta a essas questões, o autor encontra indícios da origem de um pensamento progressista entre os militares em vetores morais e políticos ainda no Império. A partir de então, registra as diversas e importantes participações progressistas militares em capítulos importantes da história do país no século 20, recuperando para a nossa memória histórica a existência de setores progressistas - e mesmo do que ele denomina esquerda militar - nas Forças Armadas.

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    Guy Gomes Siegl picture
    Guy Gomes Siegl10/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Militares pensantes e atuantes com visão social

    Interessante retrato da história militar influenciada pela escola positivista e com visão social e de integração do país, que foi bem atuante e importante, porém pouco conhecida no Brasil e rotulada como esquerda militar, desde 1822, passando pela Proclamação da República até o desfecho da Coluna Prestes em 1927.

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    Joao Quartim Moraes

    João Quartim de Moraes é professor colaborador na Unicamp e pesquisador do CNPq centrado em história do pensamento político, instituições brasileiras, materialismo antigo e moderno, e marxismo. Autor de diversos livros e artigos, no Brasil e na Europa. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de São Paulo (1964), graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1964), licenciou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1964) e doutorou-se (Doctorat D'État en Science Politique) na Fondation Nationale de Science Politique da Academia de Paris (1982). Foi professor titular da Universidade Estadual de Campinas de 1982 a 2005. Após aposentar-se, retomou as atividades docentes na condição de professor colaborador voluntário na mesma Universidade. Desenvolveu pesquisas e publicou artigos e livros nas áreas de história da filosofia antiga, teoria política, materialismo, marxismo, instituições brasileiras etc.

    14 Livros
    0 Seguidor

    Joao Quartim Moraes