The Black Kids -

    Christina Hammonds Reed

    Simon & Schuster Books for Young Readers
    2020
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-10: 1534462724

    Los Angeles, 1992 Ashley Bennett and her friends are living the charmed life. It’s the end of senior year and they’re spending more time at the beach than in the classroom. They can already feel the sunny days and endless possibilities of summer. Everything changes one afternoon in April, when four LAPD officers are acquitted after beating a black man named Rodney King half to death. Suddenly, Ashley’s not just one of the girls. She’s one of the black kids. As violent protests engulf LA and the city burns, Ashley tries to continue on as if life were normal. Even as her self-destructive sister gets dangerously involved in the riots. Even as the model black family façade her wealthy and prominent parents have built starts to crumble. Even as her best friends help spread a rumor that could completely derail the future of her classmate and fellow black kid, LaShawn Johnson. With her world splintering around her, Ashley, along with the rest of LA, is left to question who is the us? And who is the them?

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    Laura Vieira Machado20/11/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Complexo, impactante e atual

    Esse livro entrou de vez no top três dos livros que eu nunca pensaria amar e acabei amando cada segundo seu! Ele praticamente define a categoria! Eu não dava nada para ele, principalmente por ser tão novo e não ter tanto comentário de outros leitores para me dizer o que esperar. É o primeiro da autora, o que não me ajudou, porque eu não tinha como ir atrás de outro livro dela e ver o que tinham achado. Além disso, mesmo se passando em 1992, parece ser como um romance adolescente contemporâneo comum. Este livro definitivamente não é comum. Ele tem muitas camadas, muito mais complexidade do que dá para perceber se você não prestar atenção. Tem tanta coisa nas entrelinhas, tanto desenvolvimento complexo, que é bem fácil de ler sem pegar tudo. A começar pela protagonista, Ashley Bennett. Amo, amo, amo que ela não é perfeita, que tem defeitos, que tem qualidades e que se parece realmente com uma adolescente rica e popular na escola. Amo que ela é muito mais do que isso, que tem camadas diferentes exploradas pelo livro, amo sua relação complexa com as amigas nem-sempre-tão-amigas e com sua família, até mesmo com sua babá. Nada aqui é completamente bom ou completamente ruim. Nenhuma relação aqui é só de amor e aceitação cem por cento, mas também não é dispensada na primeira vez que uma das pessoas faz algo errado. É tudo tão mais complicado e explorado do que isso. Por exemplo, a relação de Ash com suas melhores amigas, que são todas brancas e não só não entendem a diferença entre elas, como muitas vezes têm atitudes que nem percebem ser racistas (ou às vezes percebem). A relação dela com Kimberly é a mais interessante, apesar de eu ter detestado a Kimberly desde o começo. Acho, aliás, que a autora foi legal demais com ela, mas talvez fosse só para não passar muito pano para os erros da própria Ashley. A narrativa é minha parte favorita do livro, porque senti como se Ash estivesse sentada na minha frente, me contando sua história. Ela mede informações, diz que vai contar depois, então volta, o que em nenhum momento ficou confuso ou forçado. Tudo veio na hora que precisava e no tom certo também. A construção da história de vida dela, da relação dela com sua família e seus amigos, por exemplo, foi feita com lembranças nos momentos ideais. Minha segunda parte favorita foi o contexto histórico, tanto de Los Angeles em 92 depois da agressão dos policiais contra Rodney King, como da história da família de Ash. Se você não ficar horrorizado depois de saber, falhou no teste mais básico de humanidade possível. Sobre Los Angeles no meio do tumulto e dos protestos violentos por causa de brutalidade policial, fiquei abismada por ver que um livro que se passa quase trinta anos atrás é tão atual. Isso é revoltante, fala sério. Como é possível que nada tenha mudado? Que a gente ainda aceite e passe por esse tipo de coisa? Como que não acontecem tumulto o tempo todo por tantas cidades por aí? Como todo o resto do livro, nada é completamente bom ou mau, certo ou errado. Só os policiais mesmo, que são errados. O resto todo, inclusive os tumultos, tem camadas, tem coisas boas e ruins, tem motivos, tem gente de verdade por trás. Esse livro é maravilhoso, mas também pode ser bem doloroso. Tem uma coisa só que eu acho que poderia ter sido melhor: o romance. Eu amei o par da Ash desde o começo e precisava vê-lo bem mais do que ele apareceu! Sei que nem faria tanto sentido assim incluir mais foco no romance em um livro sobre tantas coisas diferentes, mas eu shippava os dois e queria muito poder ter visto um romance se desenvolvendo mais. Mesmo assim, foi só por amor demais meu mesmo! Não é um livro simples, nem fácil. Lida com coisas bem ruins e tem uma protagonista humana que não vai agradar a quem só quer uma garota perfeita. É um livro excelente, atemporal e relevante, que tem impacto e vai marcar muito todo mundo que ler disposto a encontrar uma história real e imperfeita. Eu definitivamente recomendo, estou torcendo muito para uma editora publicar aqui e tenho total intenção de ler tudo que essa autora escrever daqui para a frente.

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