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    O Livro das Lendas -

    Selma Lagerlöf

    Livraria do Globo
    1935
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    2 avaliações
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    Contos escandinavos.

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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior06/01/2023Resenhou um livro
    0

    Resenha cor-de-rosa

    Primeiramente é preciso esclarecer que li esse livro na edição de 1941 da editora Livraria do Globo. Dito isso, “O livro das lendas” é – não se engane – uma coletânea de contos da autora sueca Selma Lagerlöf, inspirados (ou copiados) das narrativas de sua terra natal, aliás, a primeira mulher a ganhar o prêmio Nobel de Literatura. São oito histórias de fundo francamente cristão (poderia muito bem ser publicado pela Vozes ou pela Paulinas) e com personagens irritantemente idealizados. Para ter uma ideia: em um dos contos, um rei tem sua viagem interrompida e pede abrigo em uma aldeia, onde fica sabendo que há uma mina de prata que não foi explorada por seus habitantes, devido à pureza e bondade desses aldeões; em outro, uma moça se apaixona por um rapaz, que está prometido a uma moça rica e se sacrifica por seu amor (supostamente) impossível; em outro, uma mãe oferece dez anos de sua vida à Morte em troca de dez anos a mais para o Papa moribundo, para que seu filho possa chegar a um cargo mais alto na hierarquia da Igreja; em outro, a história de um músico arrogante tem seu enredo praticamente copiado da clássica história dos sapatinhos vermelhos; em outro, uma floresta encantada refloresce e se torna o Paraíso Perdido na noite de Natal, possibilitando uma narrativa de redenção moralista (algo que transparece em todos os contos)... Enfim, uma mistura de literatura água-com-açúcar com os contos de fadas de Andersen. Pesquisando na internet, descobri o trecho abaixo no site hypescience.com: “Aparentemente, um erro de interpretação dos organizadores fez com que o Nobel de Literatura, entre 1901 e 1912, fosse entregue a autores sem expressão. Segundo a vontade expressa de Alfred Nobel, o fundador, a medalha deveria ir para o escritor que produzisse “no campo da literatura, o mais excelente trabalho de direção ideal”. Quem outorgou os primeiros prêmios, conforme teoria do site americano LiveScience, imaginou que se tratasse de premiar autores com obras idealistas e puras. Por essa razão, autores renomados como James Joyce, Leo Tolstoy, Anton Chekhov, Marcel Proust, Henrik Ibsen e Mark Twain jamais foram lembrados. O motivo? Suas obras eram depressivas e pesadas.” Como dizem os italianos, se non è vero, è ben trovato...

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    Selma Lagerlöf profile picture

    Selma Lagerlöf

    Selma Lagerlöf foi uma escritora sueca, nascida na província de Värmland, numa propriedade chamada Mårbacka, que seus pais administravam. Seu pai, o tenente Erik Gustaf Lagerlöf, era um homem alegre, original e divertido, e sua mãe, Luísa Wallroth, filha de um rico industrial da região. Em 1885, a família de Selma, mediante a doença do pai e as dívidas do irmão Johan, perdeu Mårbacka. Secretamente, Selma desejava trabalhar o suficiente para recuperar a propriedade da família. Foi auxiliada pela baronesa Sophie Lejonhufvud Adlersparre (Esselde), que a incentivou a publicar seus versos em Dagny, a revista literária feminista fundada por ela. Em 1890, participou de um concurso de contos com alguns capítulos de um romance que estava escrevendo, e ganhou seu primeiro prêmio em dinheiro. Em 1891, publicava o romance completo, A Saga de Gösta Berling. Após o sucesso, vieram Os Laços Invisíveis, em 1894, uma coleção de contos. Desses, o mais popular foi A Penugem. Nessa ocasião, em Estocolmo, Selma conhece Sofia Elkan, escritora de romances históricos, com a qual manterá correspondência e amizade pelo resto da vida. A partir dessa época escreveu Os Milagres do Anticristo, em 1897, na Itália, considerado uma crítica ao socialismo siciliano, e Lenda de uma Quinta Senhorial, em 1898, concebido sobre o tema de A Bela e a Fera. Entre 1900 e 1902, publicou os dois volumes de Jerusalém, após uma viagem ao Egito e à Palestina, e posteriormente Escudos do Senhor Arne, As Lendas de Jesus Cristo e O Livro das Lendas. Já então era considerada uma das maiores escritoras suecas. Em 1909, foi condecorada com o Nobel de Literatura, sendo a primeira mulher a receber esta honra.

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    Mårbacka, Suécia

    Selma Lagerlöf