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    Sobre a Morte - Pensamentos e Conclusões Sobre as Últimas Coisas

    Arthur Schopenhauer

    WMF
    2020
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788546903252
    Português Brasileiro
    4.3
    28 avaliações
    Leram39Lendo4Querem43Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos0Desejados43Avaliaram28

    Ao contrário do animal, que só conhece a morte quando está diante dela, o homem sempre carrega consigo a certeza de seu fim. A morte encontra-se inexoravelmente em segundo plano e pode aparecer a qualquer momento. Embora seja o mestre-pensador do pessimismo, Arthur Schopenhauer tem a convicção de que o "cerne de nossa essência" permanece intacto na morte. É a consciência individual a ser por ela afetada. No entanto, de todo modo, essa consciência é apenas aparência. "No momento da morte, damo-nos conta de que uma mera ilusão limitara nossa existência à nossa pessoa."

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    Resenhas (5)Ver mais
    Ãcaro Jatobá picture
    Ãcaro Jatobá01/12/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em um ano que a morte esteve presente em números alarmantes nas nossas vidas, impossível não bater a noia, medo, dúvida. Ler esse livro foi fundamental para olhar com mais serenidade para esse tema que nos assusta tanto. Quero ler mais coisas do autor e sobre a morte.

    8 curtidas

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    4.3 / 28
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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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