Tive contato com esse livro a partir de uma professora na faculdade de educação. Fiquei curiosa com os trechos que ela nos destacou e peguei na biblioteca pra dar uma olhada.
Entramos em quarentena, e fiquei com o livro por uma semana, duas, um mês, dois meses, agora já quase três meses! Com ele aqui, e a minha curiosidade pelos temas, decidi ler inteiro.
E já digo de antemão, foi incrível! Esse livro une textos do professor Armando Martins de Barros, em que reflete sobre diversos temas extremamente importantes, mas vemos muitas vezes como sutis que nem damos atenção.
Os primeiros três textos são meus favoritos. O autor escreve direcionado aos alunos em primeiro ano da faculdade, fazendo reflexões sobre a importância de não se sentir acima dos outros por conta disso, além de destacar como as universidades públicas deveriam estar mais preocupadas em ir para as ruas, levando conhecimento, do que em criar acadêmicos distantes da realidade, construindo assim muros (reais ou invisíveis).
Outro texto que me agradou muito foi o último, em que o autor esboça a importância das escolas abarcarem as culturas de onde ela está presente, e como é raro que as escolas se atentem a isso. Ele dá diversos exemplos indígenas, especialmente.
Para além disso, outros temas abordados são o tempo, a memória, as fotos como documento histórico (fantástico), e textos sobre a educação ao longo dos períodos históricos (parte mais exaustiva na minha opinião).
Por fim, destaco que uma coisa que me incomodou um pouco é o uso de algumas palavras equivocadas como índio em lugar de indígena.
Fora isso e alguns pedaços mais exaustivos, eu amei essa leitura e quero muito ter físico em casa, pra retomar algumas reflexões que muitas vezes nos fogem na correria das nossas vidas...