Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas5
    • Leitores496
    • Similares10
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Quinquilharias Nakano -

    Hiromi Kawakami

    Estação Liberdade
    2010
    284 páginas
    9h 28m
    ISBN-13: 9788574481791
    Português Brasileiro
    3.9
    109 avaliações
    Leram168Lendo10Querem312Relendo1Abandonos5Resenhas5
    Favoritos8Desejados312Avaliaram109

    Quinquilharias Nakano: sobretudo não vá chamar esse singular estabelecimento comercial de Tóquio de antiquário! O patrão não deixa de jeito nenhum. Simpático microcosmo de uma megalópole frenética, ali a premeditação e o instinto, o disfarce e a espontaneidade mesclam-se aos mais inusitados bricabraques, frutos das picarescas “retiradas” nas mais variadas moradias. Enfileirados nas prateleiras e tentando chamar a atenção de idiossincráticos clientes, formam uma espécie de contrapé do Japão dos dias atuais. O senhor Nakano, o proprietário um tanto filósofo e cheio de artimanhas, as quais tenta ensinar com uma sabedoria toda sua, está em constante busca de aventuras amorosas; sua irmã Masayo é uma bem-humorada artista de pouca expressão. Hitome, a narradora que tudo observa com seu olhar tão cool, e Takeo, o faz-tudo taciturno e enigmático e “péssimo nessas coisas de sexo”, como ele mesmo diria, os auxiliam o quanto podem. A ocidentalização da cultura japonesa, a rivalidade com a China (“O problema é o Made in China na parte de trás da peça — informou o senhor Nakano, tranquilo, depois de deixar o cliente reclamar com rispidez”) e outras questões na ordem do dia compõem uma narrativa que faz o tempo correr maliciosamente, contextualizando a excelente e premiada Hiromi Kawakami entre as vozes ácidas e por vezes dissonantes de uma nova literatura japonesa que se faz necessário difundir. Uma sensualidade audaz desfila pelo romance — “[...] a curta cena de sexo com Takeo de cinco milhões de anos antes parecia estar grudada em metade de meu cérebro. A outra metade estava preenchida por algo morno e nebuloso como o ar quente do aquecedor a querosene” —, sempre impregnada de certa dose de melancolia, e revela amores malogrados de solitários quase convictos, inserindo-o nessa espécie de “escola” que se notabiliza por um texto sereno, meio blasé, de um charmoso ceticismo no que diz respeito às relações humanas na imensidão das metrópoles japonesas, a começar por sua capital.

    Similares (10)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (5)Ver mais
    Leila Silva Terlinchamp picture
    Leila Silva Terlinchamp11/03/2013Resenhou um livro
    0

    QUINQUILHARIAS NAKANO

    Li QUINQUILHARIAS NAKANO em 2010, é um livro bem pequeno, 284 páginas, tradução de Jefferson José Teixeira. Gostei bastante do livro, da leveza, não acontece quase nada, acompanhamos os personagens no seu dia a dia, Hitomi, uma jovem que trabalha na Quinquilharias Nakano(sim, o título do livro é o nome da loja), o patrão, senhor Nakano, Takeo, outro funcionário da loja, Masayo, a irmã do senhor Nakano e ainda outros envolvidos emocionalmente com estes . Esse 'não acontece quase nada', é uma aparente banalidade, os personagens têm sua complexidade, o universo, de um modo geral é aquele da loja, clientes que entram, compram, vendem, saem, não compram, reclamam, as saídas do senhor Nakano para encontrar a amante, as angústias de Hitomi, sua solidão, seu interesse por Takeo e as dificuldades para se comunicar com ele que é um tanto bizarro. Como já disse antes, não conhecia a autora, Hiromi Kawakami, ela é jovem ainda, nasceu em 1958 em Tókio. Dos autores japoneses contemporâneos acho que só tinha lido até aqui Banana Yoshimoto, Haruki Murakami, Kazuo Ishiguro, desses só não gostei de Haruki Murakami, o mais famoso deles, na verdade. Uma vez li uma crítica (opinião, talvez) de outro escritor japonês cujo nome não me ocorre agora, dizendo qe na verdade Murakami não é exatamente um escritor japonês, quer dizer, ele é japonês, mas sua literatura não é japonesa e que a isso mesmo que se deve seu sucesso no ocidente, mas devo acrescentar que só li um livro dele, Minha querida Sputnik, já me aconselharam a tentar outro. Trecho do QUINQUILHARIAS NAKANO: — Diga, Hitomi, você considera o desejo sexual algo importante? — perguntou Masayo bruscamente. — Como? — Tudo se torna desinteressante quando não há desejo, não concorda? Sem saber o que responder, mordi e engoli em silêncio a massa da torta. — Você, Hitomi, ainda deve ter um desejo sexual intenso. Como a invejo! — declarou Masayo cheia de admiração enquanto debicava com o garfo o merengue fofo e leve da torta de limão. — A propósito, não acha que nos últimos tempos o sabor dos doces do Poésie vem decaindo um pouco? — prosseguiu ela num tom indiferente. — Em geral não como muito, não saberia dizer — respondi num tom educado. — Entendi — replicou Masayo, colocando na boca um grande pedaço de torta. — Mas hoje está deliciosa. Seria em razão de minha condição física? De fato é duro envelhecer. Masayo o disse de modo jovial. “Desejo sexual”, procurei repetir para mim mesma. Pareceu-me ter uma ressonância curiosamente alegre, semelhante ao tom usado por Masayo. “E eu não aprecio tanto assim as tortas de cereja”, pensei. Mesmo assim, eu as acabo escolhendo, totalmente enfeitiçada pelo vermelho parecendo molhado. O aroma da manteiga da massa da torta espalhou-se pelo interior de minha boca. O queixo de Masayo se agitava ao devorar a torta de limão.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 109
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Kawakami Hiromi  profile picture

    Kawakami Hiromi

    Nasceu em Tóquio em 1958. Estudou ciências biológicas na Universidade de Ochanomizu e foi professora até 1994, quando estreou na literatura com o romance Kamisama [Deus]. Com Hebi o fumu [Pisar uma cobra] recebeu em 1996 o Prêmio Akutagawa. Desde então, vem sendo reconhecida e laureada em diversas premiações importantes, inclusive com o Prêmio Tanizaki de 2001, por A valise do professor. Uma das escritoras japonesas mais lidas na atualidade, Kawakami vem se impondo no mundo literário com a tonalidade extremamente peculiar de seu estilo, ao mesmo tempo refinado e enxuto, onde os temas privilegiados são o dia a dia metropolitano, o charme das metamorfoses da vida, o amor e a sexualidade.

    23 Livros
    20 Seguidores

    Kawakami Hiromi