Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) na educação básica - Edição Revisada

    CFP

    Conselho Federal de Psicologia
    2019
    67 páginas
    2h 14m
    ISBN-13: 9788589208987
    Português Brasileiro

    O Conselho Federal de Psicologia (CFP) apresenta à categoria e à sociedade o documento Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica, edição revisada, elaborado no âmbito do Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP). Este documento procura abordar a educação básica como direito humano fundamental, em uma perspectiva crítica, pautada na diversidade humana e protagonista nos enfrentamentos a preconceitos, racismos, pobreza e distribuição de renda. Para a atuação da Psicologia na educação, é necessário que as(os) psicólogas(os) trabalhem em consonância com a garantia desse direito fundamental, como apontam a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Código de Ética do Psicólogo, respectivamente: Artigo 26: 1. Todo ser humano tem direito à educação. A educação será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A educação elementar será obrigatória. A educação técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, está baseada no mérito. 2. A educação será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A educação promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre as nações e grupos raciais ou religiosos, e deve desenvolver as atividades da ONU em prol da manutenção da paz (ONU, 1947). I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) na educação básica 9 igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos (CFP, 2005). A educação como direito fundamental foi, durante décadas, alvo de disputa na sociedade brasileira, prevalecendo a concepção de uma educação distinta a depender da classe social. Somente com a Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro define a educação como direito básico e universal. Desde então, se reconhece avanços no acesso ao ensino, porém quanto a sua qualidade os avanços aconteceram de forma tímida, e ainda bastante marcados pelos determinantes econômicos, políticos e sociais. Mais recentemente, instala- se um intenso quadro de desinvestimento em políticas públicas que, aliado aos ataques à legitimidade da produção do conhecimento científico e ao questionamento da própria ideia da educação como direito universal, nos coloca diante de uma situação de sucateamento e desmonte qualitativamente diferente. Tal situação convoca as(os) psicólogas(os) a reafirmarem o compromisso com os princípios de uma educação democrática, defendendo a pluralidade e a diversidade humana. É urgente nos somarmos àquelas(es) que fazem a defesa veemente e cotidiana da educação como um direito humano.

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    Murilo Santana  picture
    Murilo Santana 21/07/2021Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Escola: uma rede complexa de socialização de conhecimento

    A obra trata da atuação da psicologia no contexto escolar. Nesse sentido, o material aponta pistas para uma atuação ética-política com os alunos, familiares, professores e comunidade. A produção aponta para a necessidade de superar a lógica clinica-assistencialista, a patologização, medicalização e judicialização da vivência escolar.

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