Boa Caçada -

    Silvio Oliveira

    Scortecci
    2019
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788536658353
    Português Brasileiro

    Boa Caçada convida o leitor a conhecer os valores, tradições, símbolos e doutrinas da ROTA por meio de uma narrativa envolvente e ações que ilustram a competência, o instinto e a bravura de seus guerreiros aguerridos e devotados, que fazem desse batalhão o símbolo de eficiência no combate ao banditismo. Sargento da Polícia Militar, Silvio Oliveira da Silva atua nas fileiras das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a ROTA, há quase vinte anos, tendo participado de inúmeras operações. Esta obra tem como objetivo fornecer uma visão, por meio de suas experiências, do que significa para um policial atuar na unidade de elite mais respeitada da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

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    Gustavo Cabral Barberá13/07/2020Resenhou um livro
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    Resenha do livro "Boa caçada"

    Título Original: Boa caçada Autor: Silvio Oliveira Ano: 2019 Editora: Scortecci Páginas: 112 *Livro gentilmente cedido pelo escritor em parceria com a editora. Sempre li biografias, romances policiais e outras histórias de ficção. Ao conhecer o livro “Boa caçada”, me interessei pela obra e lendo sua sinopse, pensei que fosse uma mescla de realidade x ficção. Me enganei. Essa obra vai além das histórias policiais contadas por autores do gênero. O que temos aqui é a mais pura e crua realidade de um policial militar que está há mais de vinte anos na corporação. A obra é uma autobiografia do Segundo Sargento Silvio Oliveira, membro da Rota da polícia militar de São Paulo, desde da sua decisão de entrar para essa profissão, até o momento atual. É uma história que todos deveriam ler, pois após a conclusão da mesma, se terá uma visão completamente diferente desses homens que saem de suas casas todos os dias, sem a certeza de que voltarão vivos para suas famílias, em prol da nossa segurança e mesmo assim são hostilizados e rotulados por muitos na sociedade. Realmente é uma profissão para quem tem amor, dedicação, garra, disciplina e determinação, pois a forma rígida que são submetidos com treinamentos, horários e outras funções, chega a ser cruel, mas necessária para modular um profissional eficiente para combater a criminalidade nas ruas. Um soldado da Rota precisa ser aceito pela equipe e isso quem tem que demonstrar é o próprio candidato, caso contrário ficará de lado para sempre. E o que mais me surpreendeu é a quantidade de desistências que ocorrem toda vez que chega um grupo para serem treinados. “O processo seletivo é tão rigoroso que possui um índice de até 75% de desistência”. Uma parte que sensibiliza é quando o autor relata das perdas de seus colegas de trabalho em acidentes durante o trabalho, deixando noivas, famílias e entes queridos inconsoláveis, interrompendo seus sonhos, planos e todo o esforço que teve para chegar onde chegaram. É realmente triste esse capítulo. As cenas que me deixaram mais agoniados foram as que o autor relatava as chamadas para combater a criminalidade, os momentos em que ele ficou cara a cara com a morte, são muito perturbadoras, não temos noção do que a corporação passa quando está em uma operação, é como se todos estivessem dançando em campo minado. “Veio o segundo disparo. O tiro passou por cima da minha cabeça e atingiu o muro, jogando pedaços de reboco na minha nuca e ombros”. Portanto, se deseja saber como é a vida de um policial militar, desde o momento da inscrição até sua atuação nas ruas, não deixe de ler “Boa caçada”, pois é uma história de tirar o chapéu e de ter nossos amigos de farda como heróis e com tratamento de respeito, pois não são todos que agem de má fé, temos muitos que dão sua vida pela nossa e esses profissionais precisam ser reconhecidos por todos.

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