A principal proposta da autora, e que, por si só, já valeria o livro, é, em suas palavras, "treinar nosso olhar sobre o diferente". Nem é preciso chegar imediatamente a conclusões. Não há pressa para entender tudo e mudar nossas pré-concepções, pois, como a própria autora sugere, com a preciosa ajuda de Clarice Lispector, "viver ultrapassa todo o entendimento". Assim predispostos, descobriremos o grito contra a desigualdade social que permeia as propostas de roqueiros e metaleiros, punks, darks, góticos e rappers; os mitos da supremacia com skinheads e carecas; os desabafos e as reivindicações das comunidades negras com funkeiros, hip hoppers, sambistas e pagodeiros; as muitas maneiras de ser "mauricinhos" e "patricinhas", nerds, internautas e clubbers; os que buscam a boa forma física por meio do surf, do skate, das academias e de outras práticas de esportes radicais; os hippies e tantos místicos defensores da paz e do equilíbrio. A autora aborda com sabedoria e profundidade uma questão que não pode ser esquecida. Quando se trata de tribos urbanas, fala-se, implicitamente ou não, da violência
Tribos urbanas, você e eu - Conversas com a juventude
Wilma Regina Alves da Silva
Paulinas
2003
119 páginas
3h 58m
ISBN-10: 8535609776
Português Brasileiro
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