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    Hidden Knights (Knights of the Realm #3) -

    Jennifer Anne Davis

    Reign Publishing
    2020
    257 páginas
    8h 34m
    ISBN-13: 9781732366190
    3.5
    28 avaliações
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    With Prince Henrick dead, a foreign army in league with the king, and the palace taken, Reid must find a way to right the wrongs for the people of Marsden. Reid never expected to find love, friendship, or her mother in the kingdom of Axian. She also never expected to become a leader for her people. With the king threatening to overthrow the dukes and take complete control of the kingdom, Reid realizes she may be the only one in a position to stop him. With the ring her father gave her, the commanders of the army at her side, and a master schemer in league with her, Reid just might be able to pull off the greatest upset in Marsden history—all she has to do in step into the role she was born for. To protect her kingdom, Reid must outsmart them all. Luckily, she’s spent the last eighteen years learning the art of manipulation, and she isn’t above putting those skills to the test.

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    Brenda Pinheirus picture
    Brenda Pinheirus19/07/2025Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    O que fizeram com a história?

    A série apresenta um universo político intrigante, onde o reino é dividido em dez condados, cada um governado por uma família poderosa que detém um anel simbólico de controle e influência. No centro da trama está Reid, uma jovem inesperadamente lançada na liderança do reino em meio a traições, disputas familiares e uma ameaça crescente de um rei tirano decidido a dominar tudo. A sinopse revela que Reid precisará usar toda sua astúcia e habilidades para salvar seu povo, criando uma expectativa alta para o desfecho da história. Os dois primeiros volumes constroem um cenário fascinante, recheado de disputas políticas complexas, alianças frágeis e personagens carregados de nuances e conflitos interessantes. A dinâmica dos anéis, que funcionam como votos e símbolos de poder, cria um sistema de governança original e envolvente, especialmente para quem aprecia tramas de política, intriga e estratégia. Personagens como Ackley mostram crescimento, afeto genuíno e uma construção emocional que traz profundidade às relações. No entanto, o terceiro volume falha em entregar um desfecho à altura das promessas feitas. A principal frustração está na resolução apressada das disputas políticas: a guerra tão esperada nunca acontece, e o desfecho da luta pelo trono se reduz a uma decisão quase informal de mudar o rei, sem o peso dramático que o universo criado exigia. A lógica política apresentada ao longo da série parece esquecida, se os duques podiam votar para derrubar o rei, por que não o fizeram antes? A facilidade com que personagens entram e saem de Axian, mesmo sob forte vigilância, quebra a coerência do cenário e prejudica a credibilidade da trama. Os personagens, que em grande parte vinham sendo bem desenvolvidos, perdem consistência no final. Henrick, pai de Eldon e Dexter, é retratado como um covarde que foge do trono e abandona sua família, sem enfrentar suas responsabilidades ou gerar um confronto digno do impacto que sua ausência deveria causar. O traidor, que prometia ser central, revela-se um personagem pouco explorado e sem peso emocional, cuja revelação não causa choque nem gera consequências reais. As relações interpessoais também foram mal conduzidas. A relação de Gytha com Dexter e sua aceitação rápida do casamento dele com Reid não trazem verdade emocional. Já a relação entre Reid e Ackley, marcada por um amor mais genuíno e construído, termina sem a devida valorização, enquanto a química entre Reid e Dexter, embora bem trabalhada na tensão inicial, se perde na ausência de cenas íntimas e na conclusão abrupta de seu casamento. Eles perdem o ritmo na construção do romance. Novos personagens aparecem sem aviso prévio, como o príncipe Owen, que surge no último livro sem qualquer desenvolvimento anterior, e estabelece um relacionamento com Idina sem construção, reforçando a sensação de que o final foi apressado e superficialmente amarrado. Além disso, a trama sofre com furos narrativos, como o sequestro fácil de personagens importantes, o envenenamento inexplicável dos soldados, e uma sucessão de amores não correspondidos e abandonos, que resultam em um panorama em que “ninguém se ama”, como se a política e a traição suplantassem todos os laços humanos. O universo que era para ser construindo em volta de mulheres que buscam sua voz e vez, se reduz a mulheres fazendo papel de vilã por causa de macho. Apesar de uma proposta fascinante e um início promissor, especialmente para quem gosta de fantasia política, o último livro decepciona ao reduzir a complexidade a um jogo de interesses simplista e apressado, perder o desenvolvimento emocional dos personagens e entregar um final que parece mais uma reunião de condomínio do que o clímax de uma saga épica. É uma pena que uma série com tanto potencial termine deixando uma sensação de oportunidade perdida. Recomendo os dois primeiros livros, mas não indicaria a trilogia completa sem alertar para o terceiro volume, que compromete a experiência geral.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 28
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas4%