Outubro de 2001
Na primeira edição pós 11 de Setembro evidentemente abordagens sobre Islã e terrorismo não poderiam faltar, com a Super dando espaço em três momentos. "O Islã é maior que o terror", na seção Supernovas, dissertou contra a demonização e perseguição que estava ocorrendo com os praticantes dessa fé, vistos por muitos como potenciais terroristas. É um texto apaziguador. Denota que, tal qual aconteceu no Cristianismo, foi religião que também tornou-se multifacetada, com grupos que radicalizaram, usando a religião para propósitos de guerras e conquistas, como aconteceu com os cavaleiros cruzados e com os terroristas da atualidade. Alguns desses grupos foram listados, ressaltando-se origens, proposta e área de influência maior. A seção "Superintrigante" foi mais amena e procurou diferenciar os principais cargos no mundo islâmico, correlacionados à autoridades políticas e religiosas, ou mistura de ambos. Nomes que passaram a ser comuns na mídia diante dos fatos recém acontecidos... Por exemplo, Mulá e Ulemá, referem-se a pessoas versadas no Islamismo, podendo ser professores, teólogos ou ainda advogados conhecedores dos escritos da fé professada. Segundo a revista, a diferença entre os termos é que Mulá seria mais conhecido entre os xiitas e Mulemá entre os sunitas. "Terror na cabeça" Reportagem de capa, com considerações que caracterizam o terrorista, o terrorismo ao longo do século 20 e o medo global estabelecido, com a respectiva disposição necessária. Os terroristas foram diferenciados de psicopatas (os líderes seriam) por conta da disposição suicida. O texto fala de pessoas comuns suscetíveis à ideias radicais que, na integração com o grupo, percebem-se a como benfeitores e o inimigo de maneira indistinta e inclemente (civis, mulheres ou crianças). A abordagem sobre o surgimento do terrorismo é curiosa, resgatando histórias antigas, mas a caracterização da ação no século 20 foi a parte mais interessante, ressaltando: agressão inicial a autoridades (como a morte do arquiduque Francisco Ferdinando em 1914, estopim para a guerra); o sequestro de avião (modalidade que se tornou comum e espalhou terror, sendo o primeiro sequestro em 1930 no Peru); atentados contra civis em eventos de grande repercussão (como acontecera na Olimpíada de 1972); e os ataques suicidas. Outro destaque foi a referência a quatro ganhadores de Prêmio Nobel da Paz. que se tornaram apaziguadores em lutas que ajudaram a acirrar no passado através de ações terroristas... A lista tem Mandela e Arafat, apresentados como ex-terroristas... A reportagem ressalta união global essencial para o combate (discurso comum entre os chefes de estado no contexto) e assim várias medidas protocolares passaram a existir (como em relação aos voos). Também ressaltou-se o perigo da sociedade intolerante com o diferente (estavam referenciando os árabes e mulçumanos). Leitura no contexto da pandemia e apagão em Macapá. Ontem uma casa pegou fogo por conta do vai e vem de energia. A noite é de 3 em 3 horas o racionamento e em casa, daqui a pouco, já vai de novo, às 22 h, só retornando a uma da madruga (para ir embora de novo às 4 da mesma madrugada)... Deus nos guarde e proteja!



