Wells, o pai fundador do Globalismo da era pós moderna.
Foi ele quem cunhou o termo Nova Ordem Mundial. Ele lançou as bases do movimento Fabiano que se estabeleceu como modelo político por todo o ocidente, que conhecemos hoje como Social Democracia. Pra quem já leu “A conspiração Aberta” do mesmo autor, não se surpreenderá muito com o que vai ler nesta obra. Mas isso não diminui a sua importância em termos de valor de documento. Wells reforça aqui seu idealismo pelo socialismo e pela paz mundial. Mantém sua crítica aos métodos marxistas radicais e revolucionário por meio da luta de classes, mas propõe uma estratégia ainda mais maquiavélica e perigosa para alcançar seu ideal de Estado Global. Sua estratégia é dar fim às soberanias das nações, criar uma religião universalista (na qual seja possível integrar religiões antagônicas como cristianismo e islamismo - ele deixa claro sua ojeriza ao cristianismo), desarmar os exercitos e os cidadãos, permitindo armas somente a uma espécie de “polícia ” global. Não é imaginar que no fim, essa ideia expansionista e totalitária, levará a humanidade a uma espécie de ditadura global “pacífica”, científica e tecnocrática. E é claro que pacífica pq as pessoas não terão meios para se rebelar. Wells parece atordoado com a guerra e neurótico com a possiblidade de escassez de recursos. Ele faz parecer que o homem só tem duas saídas: ou se extinguirá ou dará um novo salto evolutivo, mas isso só será possível quando essa paz mundial for alcançada num ambiente de cooperação universal. Há muito o que dizer sobre as ideias manifestas por Wells nessa obra, especialmente no momento que estamos vivendo. Obs.: A pandemia do Covid-19 parece ter sido providencial para alavancar de vez a agenda da Nova Ordem Mundial. Parece ter sido a crise perfeita para o movimento Fabiano. Hoje vemos as instituições nacionais sendo alijadas se suas funções, dando lugar a uma “cooperação mundial” em busca do controle sanitário em todo o gobo terrestre. No caso em especial dessa edição, a primeira em português, fomos afortunados com os comentários do tradutor, que em tom pedagógico tantos nas linhas de rodapé, quanto no final da obra, nos dá uma aula sobre as origens do movimento Fabiano e ainda propõe um exercício de fixação. Esse livro, associado ao “A conspiração Aberta” são leitura obrigatória para quem quiser entender o movimento glo balista, quem foram seus idealizadores, como chegamos ao momento histórico que estamos vivendo e para onde querem nos levar.

