Você pensa o que acha que pensa? - Um check-up filosófico

    Julian Baggini, Jeremy Stangroom

    Zahar
    2010
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-13: 9788537802588
    Português Brasileiro

    Suas ideias são coerentes e consistentes? Ou você é um poço de contradições? Você é capaz de localizar uma falha em um argumento, mesmo que ela pareça estar se escondendo? Em suma: Você pensa o que acha que pensa? Nesse livro está a resposta para essa intrigante pergunta. Verdadeiros testes filosóficos vão revelar, de forma divertida, o que e como você pensa. Muitas vezes as respostas são surpreendentes e diferem completamente de suas ideias sobre si mesmo. Um livro desafiador, engraçado, irritante (às vezes, tudo isso ao mesmo tempo). "Quando chegar ao fim dele, talvez você descubra que o que você pensa que pensa não é mais o que pensava que pensava. E, tal como esta última frase, isso pode ser desconcertante, um pouco confuso, mas na verdade muito divertido!"

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    Camila C Valadares picture
    Camila C Valadares17/10/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Conheça-te a si mesmo

    "Céu e inferno pressupõem duas espécies distintas de homens, os bons e os maus. Mas a maior parte da humanidade oscila entre o vício e a virtude." - David Hume De fato poder-se-ia dizer que o autor começou com uma boa proposta e esta não deu certo (ou se perdeu no decorrer do livro): a de, através de testes, nos relevar se conhecemos bem ou não as nossas próprias opiniões. Mas não digo isso, pois acho que ele - ou melhor eles, são dois - se mantiveram dentro do programa. E muito bem, aliás. Bom, não há muitas resenhas, então eu não posso basear o meu falar em nada além do que li de duas pessoas que aqui comentaram e do que eu senti ao terminar a leitura de "Você Pensa o que Acha que Pensa?" - e, pode ser um achismo bobo e leviano, acontece. As pessoas com as quais convivo diariamente - a maioria, no ambiente acadêmico - tendem a ser muito pouco flexíveis, cheias de opiniões sólidas e visões de mundo, aparentemente, brilhantes. Bom, sólidas e brilhantes para elas mesmas, ou, quando muito, para gatos pingados. Esse livro foi uma leitura excelente e me ajudou a ser um pouco mais coerente nas minhas convicções - ao que dirão os espertos: "se você precisa de um livro para reforçar convicções, o que você tinha era tudo, menos convicções". Ao que, de bom grado, concordarei. Tudo que tende a ser eterno (a as convicções são certezas arraigadas, são "ausências" de dúvidas sobre determinada questão) me assusta. Muito. Porque nós não somos. Por que haveríamos de querer passar pela breve vida emitindo firmezas? Acho bobíssimo.

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