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    O Aleph -

    Paulo Coelho

    Sextante
    2010
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788575425770
    Português Brasileiro
    3.6
    2691 avaliações
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    Favoritos180Desejados2222Avaliaram2691

    Novo livro de Paulo Coelho, a ser lançado dia 29 de julho de 2010. O 1º capítulo pode ser baixado gratuitamente no site da editora Sextante. "Quando tinha 22 anos, comecei a me dedicar ao aprendizado da magia. Passei por diversos caminhos, andei à beira do abismo, escorreguei e caí, desisti e voltei. Imaginava que, quando chegasse aos 59 anos, estaria perto do paraíso e da tranquilidade absoluta que penso ver nos sorrisos dos monges budistas. Mas a busca da paz tem seu preço, e me pergunto: até onde estou disposto a chegar?" - Paulo Coelho O Aleph marca a volta de Paulo Coelho às origens. Num relato pessoal franco e surpreendente, ele revela como uma grave crise de fé o levou a sair à procura de um caminho de renovação e crescimento espiritual. Para se reaproximar de Deus, o mago resolve começar tudo de novo: viajar, experimentar, se reconectar às pessoas e ao mundo. E assim, entre março e julho de 2006, guiado por sinais, visita três continentes - Europa, África e Ásia -, lançando-se em uma jornada através do tempo e do espaço, do passado e do presente, em busca de si mesmo. Ao longo da viagem, Paulo vai, pouco a pouco, saindo do seu isolamento, se despindo do ego e do orgulho e se abrindo à amizade, ao amor, à fé e ao perdão, sem medo de enfrentar os desafios inerentes à vida. Da mesma maneira que o pastor Santiago em "O Alquimista", o escritor descobre que é preciso ir para longe a fim de compreender o que está perto. A peregrinação o faz se sentir vivo novamente, capaz de enxergar o mundo com olhos de criança e de encontrar Deus nos pequenos gestos cotidianos. "A viagem não foi para encontrar a resposta que estava faltando na minha vida, mas para voltar a ser rei do meu mundo. Estou de novo conectado comigo e com o universo mágico à minha volta. É isto que faz a vida interessante: acreditar em tesouros e milagres."

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    Lodir Negrini28/06/2010Resenhou um livro
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    Ficção ou Não-Ficção?

    Já li toda a obra de Paulo Coelho e também sua biografia e, ainda que não me considere seu fã, gosto de acompanhar cada novo trabalho seu. Não foi diferente com "O Aleph"; desde que o autor publicou em seu Twitter que havia terminado de escrevê-lo até o lançamento, acompanhei cada passo de sua divulgação e o comprei no primeiro dia da pré-venda pela internet. O resultado, no entanto, é no mínimo desanimador. Ainda que não seja seu pior livro, "O Aleph" está longe de ser o seu melhor. Na verdade, sempre preferi os livros de ficção do autor. Adorei, por exemplo, "O Zahir", "Veronika Decide Morrer" e "O Demônio e a Srta. Prym". Os seus livros de não-ficção, como esse, geralmente trazem seus relatos envolvendo a magia e rituais espirituais. Ainda que esses temas e sua peregrinação tenham o tornado famosa e sejam sua marca registrada, nunca foi o que mais me agradou no autor. Esse "O Aleph" não é diferente. No começo, no entanto, me empolguei com o livro. A sinopse, que falava sobre a perda da fé de Paulo, que precisa sair em uma nova peregrinação para se "reencontrar", parecia um enredo interessante. O começo no livro me agradou muito. A conversa de Paulo com seu mestre, o jantar com os amigos e o começo da tal viagem Transiberiana estavam bons, mas o livro acabou se perdendo e me decepcionando a partir do momento em que Paulo se envolve em um romance com uma jovem de 21 anos,Hilal, enquanto sua mulher está em casa. O romance começa quando os dois se envolvem com o tal Aleph, um ponto no trem em que viajam e que, naquele exato espaço, ambos descobrem que já se conheciam em uma vida passada, quando a moça foi condenada a pena de morte em um momento que Paulo poderia ajudá-la, mas não o fez. O tal espaço, localizado em um corredor do trem entre algumas portas, parece uma verdadeira viagem. Não dá para acreditar no relato de que um simples lugar específico tenha toda essa "magia" e leve ambos os personagens a tal conclusão. Paulo ainda narra com detalhes a sua relação com Hilal, dando detalhes sobre a relação sexual deles, incluindo ai uma orgia com o seu tradutor. Ele parece não sentir vergonha em revelar tudo isso, ainda que seja um homem casado e sua mulher esteja em casa, esperando-o, já que ele partiu sozinho com uma desculpa com relação a sua fé. No fim, a tal busca pela fé parece apenas exatamente isso: uma desculpa do autor para viajar por ai sozinho e pegar algumas jovens ninfetas, enquanto sua mulher fica em casa. Isso fica evidente no desfecho do livro: Paulo passa rapidamente por cima de toda a parte espiritual do livro, abandona a garota no final da viagem e volta para casa. Não há muito foco na sua fé e no seu encontro com ela. Pior de tudo é que, ainda que o autor tenha dito várias vezes que o livro é um relato fiel de sua experiência em uma viagem em 2006, o livro foi catalogado como ficção. Isso mesmo, basta olhar no começo do livro, onde estão essas informações. Se ele disse que era um relato fiel, isso é no mínimo estranho. Quando um autor lança um livro desse gênero, ele sempre entra na linha de não-ficção. Por que isso não acontece com o O Aleph. Será que é ficção, ainda que a idéia passada aos leitores seja outra? Será que o livro tem muitas passagens inventadas para ser considerado não-ficção? Pior é que, quando mandei mensagens pelo Twitter para o autor e a editora Sextante (instrumento que usam diariamente) na tentativa de tirar essa dúvida sobre classificação do livro, ambos me ignoraram e fiquei sem resposta. Você pode pensar "Bem, eles devem receber muitas mensagens, e não conseguem responder todas". Não é verdade. Poucas semanas antes, quando mandei através no mesmo meio uma mensagem para o autor e a editora perguntando sobre a data de lançamento do livro, ambos me responderam em poucas horas. Fica claro, então, que estão fugindo da resposta. Se algo salva o livro são as mensagens de auto-ajuda que Paulo sempre trás nos seus livros. Gosto delas e elas sempre tocam em algum ponto a vida dos leitores, por serem de fácil identificação. Gosto de livros de auto-ajuda e os de Paulo, ainda que não se encaixem exatamente nesse quesito, tem muito disso. O livro trás muitas frases, parágrafos e colocações interessantes sobre vários aspectos da vida que levam a reflexão, e por isso deve agradar aos mais sentimentais. Mas é só isso.

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    3.6 / 2691
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas5%
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    Paulo Coelho

    nasceu em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e ator de teatro, compositor e jornalista. Paulo Coelho escreveu letras de música para alguns dos nomes mais famosos da música brasileira, como Elis Regina e Rita Lee. Seu trabalho mais conhecido, porém, foram as parcerias musicais com Raul Seixas, que resultou em sucessos como Eu nasci há dez mil anos atrás, Gita, Al Capone, entre outras 60 composições com o grande mito do rock no Brasil. Em 1986, PAULO COELHO fez a peregrinação pelo Caminho de Santiago, cuja experiência seria descrita em O Diário de um Mago. No ano seguinte (1988), publicou O Alquimista, que - apesar de sua lenta vendagem inicial, o que provocou a desistência do seu primeiro editor - se transformaria no livro brasileiro mais vendido em todos os tempos. Outros títulos incluem Brida (1990), As Valkírias (1992), Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei (1994), a coletânea das melhores colunas publicadas na Folha de São Paulo, Maktub (1994), uma compilação de textos seus em Frases (1995), O Monte Cinco (1996), O Manual do Guerreiro da Luz (1997), Veronika decide morrer (1998), O demônio e a Srta. Prym (2000), a coletânea de contos tradicionais em Histórias para pais, filhos e netos (2001), Onze Minutos (2003), O Zahir (2005), A Bruxa de Portobello (2006), O Vencedor está só (2008) e a compilação de textos Ser como o rio que flui (2006). Fez também a adaptação de O dom supremo (Henry Drummond) e Cartas de Amor de um Profeta (Khalil Gibran).

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    3.536 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Paulo Coelho