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    O neutro -

    Roland Barthes

    Martins Fontes
    2003
    470 páginas
    15h 40m
    ISBN-10: 8533619189
    Português Brasileiro
    4.6
    8 avaliações
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    Favoritos1Desejados50Avaliaram8

    É natural que a semiologia literária se deixe guiar, em suas pesquisas, por categorias implantadas pela lingüística. Do NEUTRO, gênero gramatical, foi inferida uma categoria muito mais geral, para a qual foi mantido o mesmo nome, mas com tendência a observá-la e descrevê-la não mais dentro dos fatos da língua, porém nos do discurso, visto entender-se que essa palavra se aplica a todo sintagma articulado pelo sentido - textos literários, filosóficos, místicos, mas também gestos, comportamentos e condutas codificados pela sociedade, moções interiores do sujeito. Sobre este último ponto, foi lembrado que toda pesquisa, em se tratando pelo menos dos problemas da discursividade, deve assumir sua originalidade fantasmática - as pessoas estudam o que desejam ou o que temem, segundo essa perspectiva, o título autêntico do curso poderia ter sido, O desejo de Neutro

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    Arthur Vinicius Dantas da Silva picture
    Arthur Vinicius Dantas da Silva22/08/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A paixão pela linguagem

    Barthes sempre procurou basear suas pesquisas, cursos e livros no desejo. Neste curso, o guia é a paixão. O desejo, desvairado como qualquer desejo, de se colocar numa posição em que as obrigações da língua sejam apenas um reflexo terrível, porém fraco. Não é um mero livro de teoria. Na verdade ele não é teoria. Mas um testemunho forte da vontade de literatura e de mundo, da vontade de viver sem ser obrigado a "viver".

    1 curtida

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    4.6 / 8
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    Roland Barthes profile picture

    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

    50 Livros
    104 Seguidores
    Normandia, França

    Roland Barthes