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    Guia Prático do Português Correto - Pontuação

    Cláudio Moreno

    L&PM Pocket
    2010
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-13: 9788525420220
    Português Brasileiro
    4.3
    42 avaliações
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    Para escrever bem, é necessário muito mais que correção ortográfica e conhecimento sintático e gramatical. Mesmo uma frase sem erros de ortografia, correta do ponto de vista sintático e contendo palavras adequadas pode ser mal compreendida se não estiver adequadamente pontuada. A pontuação, esse aspecto tão importante e tão pouco contemplado por livros e professores, é o assunto do 4º volume da série Guia Prático do Português Correto. Para que serve a pontuação – o ponto final, a vírgula, o ponto-e-vírgula, o dois-pontos e seus outros representantes? Por que, em alguns casos, a pontuação é considerada errada e, noutros, apenas inadequada? Que opções de pontuação usar para garantir que um texto comunique exatamente a mensagem que queremos transmitir e proporcione ao leitor uma leitura elegante e sem tropeços? Essas e outras muitas questões são respondidas com muito bom senso pelo professor Cláudio Moreno, para quem uma visão global e moderna da língua portuguesa é a ferramenta principal do bem falar e do bem escrever.

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    Rolando S. Medeiros picture
    Rolando S. Medeiros05/05/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Pontuação não é respiração! Conheci o Cláudio Moreno primeiro no "Noites Gregas", como mitólogo (no sentido antigo: de recontar oralmente os mitos/histórias). Depois, como escritor de crônicas sobre o antigo mundo greco-romano. E por fim, então, como gramático e/ou estudioso da língua portuguesa — sua primeira formação. E esse Moreno é tão bom quanto o Moreno do "Noites Gregas", guardadas as devidas proporções. (O das crônicas, porém…) Porque, principalmente, fala e expõe pontos de gramática sem "gramatiquês", "questiúncula de gramáticos; gramatiquice" — como aprendeu com o Mestre Luft. Ele foi o gramático do Zero Hora, e este livro aqui é uma reunião das respostas às dúvidas dos leitores com o eixo temático da pontuação (os outros volumes são a mesma coisa, mas com eixo temático diferente); as respostas, na coluna, sobre etimologia, curiosidades do idioma, descrição do português corrente deram origem a outro livro: O Prazer das Palavras. Também bem bom. Em resumo, são respostas breves e direto ao ponto da questã. Com alguma pausa para uma exposição mais aprofundada — geralmente no início de cada seção — que justifica a feitura do livro. Por essa rapidez, deve ter sido o livro do assunto que li mais rápido: foram 150 páginas em menos de uma hora. Se isso é bom ou ruim (se absorvi de verdade ou não) não sei ainda, mas me ficaram anotações (poupei as que me eram muito específicas): [A Vírgula não existe para marcar pausas] a finalidade mais importante da pontuação: "facilitar ao leitor o reconhecimento instantâneo da estrutura sintática das frases." São mais sinalizações/indicações. Mas deve se ter em mente que os escritores sempre utilizaram a pontuação em sentido muito mais amplo do que os dicionários se limitavam a registrar. [Pontuação não é pausa] "o inverso não é verdadeiro: nem todas as pausas que fizermos na leitura terão, na escrita" as marcações de pausa. Todo sinal implica uma pausa [o Luft diria que os sinais indicam mais mudança de entonação que pausa], mas nem toda pausa tem o seu sinal correspondente. [O principio da pontuação] O principio da pontuação: " ajudar o leitor a processar rápida e corretamente o que está escrito" Acentuação é regra. Pontuação é semântica, sentido, leitura. [O principal ponto do livro] as frases normais não têm vírgula; as frases que têm vírgula não são normais. "ou seguimos a “regra”, e deixamos na frase uma mancha de óleo que fará muitos leitores escorregarem (...) ou colocamos ali uma vírgula redentora, que termina com qualquer risco e permite que todos os leitores, já na primeira leitura, extraiam da frase exatamente o que vocês pretendiam dizer" [Virgula e verbo ser] "Dito de outra forma, não há palavras específicas que possam “repelir” ou “atrair” os sinais. Pode haver vírgula antes do verbo ser, depois do verbo ser e até mesmo antes e depois do verbo ser – tudo vai depender do contexto. [Def. ou Fin. da Pontuação] "a finalidade essencial da pontuação, que é, como vimos, facilitar a vida do leitor, ajudando-o a percorrer o texto de maneira segura e confortável, sem o cansaço e a irritação dos desvios inúteis." [Dogma versus Descrição] Não há um conjunto oficial das regras de pontuação "há, isso sim, autores antiquados, dogmáticos, que procuram impor a nós todos o seu modo particular de empregar os sinais, e autores modernos, que descrevem a prática dos bons escritores e tentam chegar a um razoável consenso sobre o assunto" [Travessões e Parênteses de intercalação] "A primeira é típica: ao acrescentarmos uma intercalação a uma frase que já contém outras vírgulas indispensáveis, é melhor recorrer aos travessões ou aos parênteses, evitando assim que o acúmulo de vírgulas torne a pontuação complexa demais para permitir uma leitura fluente. A segunda vantagem de utilizar o travessão ou o parêntese é a possibilidade de usar pontuação expressiva na intercalação; se optássemos pelas vírgulas duplas, seria 'impossível' empregar um ponto de interrogação ou de exclamação" [Pessoal, mas nesse sentido:] "a pontuação é pessoal — não no sentido de que eu possa usar os sinais como me der na veneta, mas sim porque eu os emprego para dizer ao leitor como é que espero que ele leia meu texto, o que naturalmente vai gerar várias diferenças de estilo individual, todas toleráveis dentro do sistema.'' [Ponto-e-Vírgula, Trav. e Parent. e Reticências] "Sem o ponto-e-vírgula em uma enumeração complexa ou períodos densos "a pontuação ficará tão confusa que deixaria de orientar o leitor" "os parênteses minimizam a importância da intercalação; os travessões, bem ao contrário, valorizam o elemento enquadrado entre eles." Sobre as reticências exageradas, ou a facilidade do não-dito] “o ideal fácil do não dito substituía o esforço para dominar o dito”

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    Cláudio Moreno profile picture

    Cláudio Moreno

    Cláudio Moreno (Rio Grande, Rio Grande do Sul) é um professor, escritor, colunista e ensaísta brasileiro. Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1969, Moreno obteve o título de mestre em 1977 e concluiu em 1997 seu doutorado em Letras[1]. No final dos anos 60, concluiu o curso de Letras da UFRGS, com habilitação em Português e Grego. Em 1972 ingressou como docente no Instituto de Letras da mesma universidade, tendo sido responsável por várias disciplinas nos cursos de Letras e de Jornalismo, assim como pela disciplina de Redação para os cursos de Pós-Graduação de Medicina. Em 1977, concluiu o mestrado em Língua Portuguesa com a dissertação Os Diminutivos em -inho e -zinho e a Delimitação do Vocábulo Nominal no Português; em 1997, obteve o título de Doutor em Letras com a tese Morfologia Nominal do Português. Do jardim-de-infância à universidade, estudou toda sua vida em escolas públicas e gratuitas, razão pela qual, sentindo-se em dívida para com aqueles que indiretamente custearam sua educação, resolveu criar e manter o site como uma pequena retribuição por aquilo que recebeu. Coordena, atualmente, a área de Língua Portuguesa dos Colégios Leonardo da Vinci Alfa e Beta, de Porto Alegre, do Sistema Unificado de Ensino. É professor regular das Teleaulas de Língua Portuguesa da Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro. Na imprensa, assinou uma coluna mensal sobre etimologia na revista Mundo Estranho, da Abril, e escreve regularmente no jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde mantém uma seção sobre Mitologia Clássica e outra sobre questões de nosso idioma. É autor de vários livros na área de gramática e redação, tendo também escrito um romance e dois livros de crônicas. Assim como Pasquale Cipro Neto, é um dos críticos à proposta do Acordo Ortográfico de 1990.

    12 Livros
    26 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Cláudio Moreno