Uma boa obra, mas não é tudo que falam. (RESENHA DA COLEÇÃO COMPLETA)
Deixando isso de lado, vamos falar da primeira série que completei na minha coleção (meu primeiro mangá foi Deadman, mas série a completar foi Elfen). A obra de Lynn Okamoto foi publicada na Young Jump entre 2002 e 2008, rendendo 12 volumes encadernados, além de um anime com 13 episódios. No Brasil a série foi publicada pela Panini entre 2010 e 2011. O mangá conta a história de Lucy, uma garota que estava presa em um laboratório por ser extremamente perigosa. Após escapar, ela acaba perdendo a memória e é encontrada por Kouta. Porém o que ambos não lembram é que seus passados estão interligados de maneira trágica. Elfen Lied é um mangá meio "estranho". A história é bom, ótima cenas de luta e violência extrema (tanto que é +18), porém ao mesmo tempo o traço é estranho e até irritante de tão ruim as vezes, muitas cenas desnecessárias de nudez e em alguns momentos a história parece se perder completamente do seu rumo. Alguns personagens são cativantes, Kouta, Lucy e Nana são bem trabalhados em seus sentimentos e personalidades, Kouta e Nana principalmente, ambos tem uma evolução incrível no decorrer da história. Outros personagens mais "secundários" como Yuka, Mayu, Kurama, Bandou e até mesmo a cientista são convincentes, cumprem direito suas funções de interligação nas pontas soltas. Agora tem personagens extremamente desnecessários e que não influenciam em nada na história, o maior exemplo é Nozomi, uma guria que, mesmo com 17 anos, usa fraldas por não conseguir se segurar quando fica nervosa. E é apenas isso, ela não muda os sentimentos de ninguém, ela não salva ou é salva por alguém, ela não faz nada, tanto que no anime cortaram ela por não tem nenhum motivo para existir. Um ponto negativo em Elfen Lied é justamente o que eles fazem com seu melhor ponto positivo. Se tem algo que se destaca na obra é a matança. Personagens secundários ou personagens principais, fortes ou fracos, não importa, todos estão a qualquer momento correndo o risco de serem mortos, seja pela Lucy ou por quem caça ela. Porém, no último capítulo, uma caralhama de gente reaparece, personagens que até mesmo tinham tido uma morte "foda" a ponto do leitor chorar por eles. Aquilo foi desnecessário, aquela tentativa de fazer um super final feliz destoou completamente de toda a trama de Elfen Lied. O traço do autor é bem ruim, tem cenas em que chega a ser estranho de tão fora de proporções (tem uma cena em que as pernas da Lucy chegam a ficar tortas). O desconto é que Elfen Lied foi a primeira série do autor, e ele realmente dá uma melhorada na reta final. O trabalho da Panini é algo que me deixa meio curioso. Como eu comentei, o mangá é de 2010/11, ele tem alguns sinais do tempo, por mais cuidado que eu tenha, os primeiros volumes estão mais desgastados. Mas ele não tem páginas soltando, as folhas não são tão transparentes e nem manchadas como tem vindo nos mangás de hoje em dia. Eu comprei todos os meus na loja, então eu sou o único dono deles, por isso posso comparar melhor e dizer, a qualidade do Elfen Lied é bem (mas põe beeem) melhor que a de muitos mangás de hoje em dia. Minha opinião final é a seguinte: não é um mangá para qualquer colecionador. Existe muito "hype" sobre Elfen Lied, não que seja ruim, mas não é uma obra que agrade maioria das pessoas, e a menos que você goste de coisas realmente diferentes, não recomendo, principalmente que ele não é fácil de encontrar hoje em dia. Nota: 3,8 / 5

