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    Um escravo chamado Cervantes -

    Fernando Arrabal

    Record
    1999
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-10: 8501049158
    Português Brasileiro
    3.6
    6 avaliações
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    Em UM ESCRAVO CHAMADO CERVANTES o dramaturgo e romancista Fernando Arrabal, dosando humor, amor, erotismo e angústia – e apoiado em uma ampla e séria documentação – ultrapassa os limites da biografia convencional e cria polêmica ao narrar a vida apaixonante de Miguel de Cervantes. Arrabal toma por base um singular documento datado de 1569 e descoberto em 1820, segundo o qual o criador de Dom Quixote, aos 21 anos, fora condenado pelo rei da Espanha, sob a acusação de homossexualismo, a ter sua mão direita amputada e a um desterro de dez anos. É então que o romancista decide fugir para a Itália a fim de escapar da inexorável sentença.

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    Fernando Arrabal

    Nascido na cidade autônoma espanhola de Melilla, em 11 de agosto de 1932, é um dos principais nomes da Estética do Absurdo. Vive na França desde 1955 e se diz um desterrado. Dirigiu sete longas, publicou catorze novelas, sete centenas de livros de poesia, vários textos para teatro, ensaios e sua famosa "Carta al General Franco" (publicada durante a vida do ditador). Seu teatro completo, traduzido para as principais línguas do mundo, está publicado em dois volumes de mais de duas mil páginas. Em 1962, fundou em Paris o Teatro Pânico com Alejandro Jodorowsky e Roland Topor. Influenciado por Luís Buñuel e pelo Teatro da Crueldade de Antonin Artaud e inspirado pelo deus grego Pan (que dá nome ao movimento), o grupo se concentrava em performances caóticas e no desenvolvimento de um imaginário surreal. Amigo de Andy Warhol e de Tristan Tzara, participou do grupo surrealista de André Breton. É Trascendent Satrape (Pataphysique) do Collège de Pataphysique desde 1990. Nos últimos 50 anos, apenas quarenta personalidades receberam essa distinção, entre elas: Marcel Duchamp, Eugène Ionesco, Dario Fo, Umberto Eco e Jean Baudrillard. Mel Gussow, crítico teatral do New York Times, o definiu como o último dos "três avatares do modernismo". Com suas novelas, ganhou o prêmio Nadal (equivalente ao Goncourt ou ao Pulitzer) e o Nabokov Internacional. Uma de suas obras dramáticas mais importantes é "O Arquiteto e o Imperador da Assíria", uma obra pânica, escrita na segunda etapa de sua vida dramática. Arrabal é provavelmente o dramaturgo mais representado na atualidade.

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