UM BOM CORPO
(…) Eu deveria recita-lo despindo-me: “Ser ou não ser”, dizia, e tiraria a camisa. “Eis a questão”: lá se iam as calças. E assim por diante, até ficar completamente nu. Porque, e isso deve ter pesado na escolha do diretor ( que estava, acho, apaixonado por mim: pelo menos fez certas insinuações), minha figura não era das piores: o rosto indiatico era pelo menos interessante, eu tinha um bom corpo e um avantajado cacete (…) In: SCLIAR, Moacyr. Eden-Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. pg 45.
