O Instituto Rio Branco e a Diplomacia Brasileira - Um estudo de carreira e socialização

    Cristina Patriota de Moura

    Editora FGV
    2007
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-10: 8522506132
    Português Brasileiro

    Cristina Patriota de Moura revela-nos o que acontece com aqueles que ingressam na carreira diplomática, em seus primeiros momentos na instituição que detém o monopólio legítimo de definiçao da profissão no Brasil. Através das experiências desses atores, que se submetem a um processo de ressocialização proporcionado pelo Instituto Rio Branco, é possível compreender melhor o que significa ser diplomata em nosso contexto nacional e as forças presentes nessa configuração social que se apresenta oficialmente como o Ministério das Relações Exteriores.

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    Raony Palicer de Lima06/02/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Etnografando os diplomatas

    É uma etnografia bem bacana, gostosa de ler e esmiuça bem a formação do diplomata brasileiro na época. Infelizmente tá desatualizada. A pesquisa de campo foi realizada em 1998 e o livro lançado em 2005, entre esse tempo já houveram mudanças significativas no concurso de admissão e no curso de formação - os campos de pesquisa retratados no livro - essas mudanças são tratadas rapidamente pela autora na apresentação, o que dá uma contextualizada e tal, mas entre 2005 e 2017 (quando realizei a leitura) muitas outras mudanças ocorreram. Isso não tira o valor da obra, que vale como um retrato da época e capta fatores perenes no objeto pesquisado, mas não deixa de dar uma desanimada quando terminada a leitura, pensar que boa parte do que foi dito não é válido mais. Uma outra pesquisa nos dias atuais seria ótimo, mas a autora acho que enjoou do tema, pesquisa urbanização agora, se não me engano. O que é uma pena, pois ela seria a mais indicada pra recuperar a pesquisa, filha (tanto por parte materna quanto paterna), neta e sobrinha de diplomatas ela conseguiu com maestria aplicar o leitmotiv da antropologia "tornar estranho o que é familiar e familiar o que é estranho" com influências visíveis do orientador da dissertação de mestrado que deu origem ao livro, o pai da Antropologia Urbana brasileira, Gilberto Velho.

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