É desejável que o médico possa cumprir sua papel terapêutico com o máximo de conhecimento e competência a cada momento da evolução científica. Mas é desejável também, que não se sinta no dever de atender a questões às quais não lhe compete responder. Que quando confrontado com problemas que não dizem respeito à estrutura orgânica e sem a elementos psíquicos subjetivos do doente, tenha presente que só pode aconselhar a partir de sua própria subjetividade, que de científica nada tem. Esse reconhecimento em si já pode implicar em uma posição diferente por parte do médico. É preciso que tenha consciência do poder que detém sua fala e, que, portanto, limite seu uso. É importante que não sinta desconforto diante de certas perguntas. Não tem a obrigação de tudo conhecer e a tudo responder. Não foi preparado para saber sobe angústia, o sofrimento e a morte.
O médico, a doença e o inconsciente - A psicossomática à luz da psicanálise
Paulo Schiller
Revinter
1991
92 páginas
3h 4m
ISBN-10: 8585228377
Português Brasileiro
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