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    As Coisas Simpáticas da Vida -

    Felipe Peixoto Braga Netto

    Landy Editora
    2007
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788576290957
    Português Brasileiro
    4.1
    8 avaliações
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    Favoritos0Desejados6Avaliaram8

    As Coisas Simpáticas da Vida são crônicas despojadas, escritas com o espírito da leveza. O riso está quase em todas, como é natural a coisas simpáticas. Esse traço marcante é seu fio intrínseco. Alinhava tudo com a delicada perspectiva do riso, o que essencialmente desconstrói convenções empurrando-as para a esfera do que não deve ser levado a sério. A leveza acompanha tudo isso e delas emerge uma apaixonante alegria de viver, e eis, pois, que essas crônicas podiam chamar-se também "Crônicas Felizes". O autor, alagoano de nascimento e leitor voraz, mora em Belo Horizonte e tem alma completamente mineira. Ama Minas Gerais com uma paixão surpreendentemente grandiosa. Tanto, que dedicou nesta obra uma seção inteira só a Minas. Tamanha paixão resultou capaz de revelar a alma de Minas com desenvoltura e encanto: o caráter do povo, sua linguagem peculiar, suas montanhas e seu modo particular de ser e expressar-se. Os mineiros hão de amá-lo muito por esse amor tão invulgar. E o Brasil, por essa alegria incontida própria de quem felicita tudo com um riso feliz.

    Resenhas (4)Ver mais
    Lucas Conrado Silva picture
    Lucas Conrado Silva12/05/2010Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    As Coisas Simpáticas da Vida

    Por vezes a vida anda tão corrida, tão amarga, tão ingrata que acabamos esquecendo de suas coisas simpáticas. E Felipe Peixoto Braga Netto consegue nos lembrar dessas coisas com sabedoria, simpatia e delicadeza em seu livro As Coisas Simpáticas da Vida. Nascido em Alagoas e morando em Belo Horizonte há anos, Felipe é a prova viva de que para ser mineiro, não precisa ter nascido no estado. Em várias crônicas do livro, o autor canta as belezas do estado, seus ipês, suas mulheres e seu sotaque, surpreendendo até os nascidos em Minas que nunca pararam para prestar atenção nessas características. Conheci seu trabalho justamente por causa de uma de dessas crônicas, talvez sua mais conhecida, Sotaque mineiro: é imoral, ilegal ou engorda? Está certo que sou suspeitíssimo para falar sobre algo que fala (bem) de Minas, mas essa crônica sobre o "falar sensual e lindo das mineiras" é fantástica. Ele conseguiu, sem parecer forçado, reproduzir bem como os mineiros falam. Mas Felipe não fala só de Minas. Nas páginas de As Coisas Simpáticas da Vida você ri e chora (talvez de rir) com as crônicas sobre o Zorro que bebe cerveja, Camões (seu cachorro), a linguagem dos juristas (Felipe Peixoto é procurador geral da República). Fica com muita vontade de conhecer (tá, gente, é a última vez que falo de lá) Minas e Maceió (estou louco para caminhar no mar em Ponta Verde). E não consegue não se emocionar com a carta de um pai para sua filhinha que ainda vai nascer. Mas o que me interessou mais no livro foram as cronicas que falam, mesmo que indiretamente, de muitas das coisas que nos afligem e mostrar que pode haver sim uma luz no fim do túnel. Não, não é um livro de auto-ajuda. É um livro de crônicas, mas esse livro meio que nos anima, nos reconforta e muitas vezes nos descreve (e nossos sentimentos) de um modo incrível. Em várias crônicas, entre uma risada e outra eu me dizia: "sei não, mas acho que esse Felipe me observa e lê minha mente, porque está escrevendo coisas aqui que sinto, mas nunca contei pra ninguém." O livro é simpático, verdadeiro, uma excelente companhia pros momentos alegres e tristes. Estou lendo o livro no mesmo período em que leio e ouço falar das obras de Nietzsche. E cheguei numa conclusão. Nietzsche pode até entender muito de conflitos, culpa, essas coisas, mas não entende nada sobre a vida. Não. Felipe Peixoto Braga Netto entende muito mais da vida, principalmente das coisas simpáticas da vida.

    4 curtidas

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