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    Flor de Guernica -

    Pablo Morenno

    WS editor
    2009
    111 páginas
    3h 42m
    ISBN-13: 9788575990438
    Português Brasileiro
    3.7
    13 avaliações
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    Um livro nunca pode ser mais do que impressão dos pensamentos do autor. O valor desses pensamentos se encontra ou na matéria, portanto naquilo sobre o que ele pensou, ou na forma, isto é, na elaboração da matéria, portanto naquilo que ele pensou sobre aquela matéria. Segundo Schopenhauer, raros se justificam enquanto escritores, exatamente pela falta de singularidade de seus argumentos. Não é o caso de Pablo Morenno que, em seu segundo livro de crônicas, confirma a peculiaridade de cronista de rara maestria, que prima por foco singular. Enquanto enquadra o cotidiano em visão própria, também o enche de poesia e deslumbramento, como na crônica A carta: Tomei a carta nas mãos e a li em voz alta. As palavras saiam de minha boca e cobriam o rosto de mamãe com luminosidade, ou com profundidade reflexiva em As vantagens de ser coisa: Esta é a diferença essencial entre coisas e pessoas. As coisas servem para todos, as pessoas para seus poucos. Assim o cronista troca de pele com sincera sensibilidade, abandonando sua casca para sentir o que sentia aquele pai diante da filha morta por assaltantes. Pablo, exatamente por que é em essência figura humana única, consegue captar sutilezas capazes de emocionar seus leitores. Por isso, seu livro de estréia Por que os homens não voam? recebe novas edições e coleciona leitores como os melhores cronistas brasileiros. Sobre o autor e sua obra, escreveu Affonso Romano de Sant’Anna: Pablo Morenno escreve com intimismo e sensibilidade; Lya Luft: Excelente estréia. Entre tantas coisas ruins que se publicam, seu livro é um conforto; Luís Dill: Ninguém percebe quando alguém pisa em uma formiga na calçada. Pablo Morenno percebe. Melhor: consegue nos apresentar o ponto de vista de todos os envolvidos. Até do sapato; e Paulo Becker: Como os bons cronistas, Morenno extrai do cotidiano e da atualidade os aspectos que, por demasiado humanos, não perdem o interesse com a passagem do tempo.

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