Convite à Arqueologia -

    Philip Rahtz

    Imago Editora
    1985
    187 páginas
    6h 14m
    ISBN-10: 8531200644
    Português Brasileiro

    "O lixo de hoje é a arqueologia de amanhã." Mas o que é a arqueologia? Quem a faz e como são as vidas destas pessoas? Quem paga por ela e por quê? Philip Rahtz nos inicia na prática e nos informa sobre os princípios da arqueologia. Ele nos apresenta às pessoas - professores, alunos, trabalhadores de campo, políticos - com seus temperamentos e entusiasmo, com sua amplitude de visão, seus truques e às vezes suas extravagâncias. Ele nos mostra também o lado mais sombrio, a arqueologia como é usada por ditadores, fanáticos, racistas, sexistas, nacionalistas e beatos. Convite à Arqueologia não é um livro didático que trate de técnicas ou teorias dos especialistas. Em sua própria maneira bem individual, baseado em seu trabalho de campo, Philip Rahtz mostra que a arqueologia não é apenas escavar, mas o estudo da luta do homem há milênios para se adaptar e sobreviver nem ambiente em mudança, frequentemente hostil. Precisamos compreender o passado para colocar o presente em perspectiva. Com exemplos e anedotas, comentários e críticas, Philip rahtz mostra-no que a arqueologia não é uma ocupaão apenas para tardes chuvosas em museus, mas tem um papel positivo - e agradável - no mundo moderno.

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    Ivens Mendonça picture
    Ivens Mendonça13/10/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mais que um convite à arqueologia: uma nova compreensão da realidade

    Quando terminei de ler o livro, consegui perceber o cuidado que o autor teve em falar sobre a Arqueologia de diferentes formas, alcançando assim o seu principal objetivo de alcançar o maior número de leitores possíveis, sejam estes acadêmicos ou leigos que possuem interesse na assunto. Assim como um texto científico, Rahtz relata suas experiências arqueológicas (a partir de uma linha teórica/filosofia de vida bem pessoal), expondo seus resultados e correlacionando-os com a realidade. Ao levantar inúmeros questionamentos, Philip os responde através de um (gigante) fluxo de consciência que, com seu "charme inglês" torna o texto bastante dinâmico, irônico e engraçado, sem deixar de tecer uma análise crítica de como é feito arqueologia e para quem ela é exposta. Em seu último capítulo ( A arqueologia e o público), Rahtz resume todas as idéias expostas no livro e exprime sua principal preocupação de democratização dessa área do conhecimento, destacando sempre a importância da arqueologia para uma melhor compreensão de quem fomos, somos e podemos ser. Também é importante destacar o capítulo 7 (A arqueologia alternativa) onde o mesmo realça a importância do imaginário da ficção científica (havendo até elogios sobre "O guia do mochileiro nas galáxias" !) na construção do pensamento arqueológico, desde que o arqueólogo se atenha aos fatos materiais encontrados na pesquisa e seus respectivos contextos. Aprendi bastante com o livro e o mesmo expandiu meu interesse sobre arqueologia. Este livro é ideal para quem quer iniciar seus estudos na área ou apenas ler por prazer. Aqueles que gostam de entender como as diferentes sociedades (de civilizações à aldeias e tribos, sejam recentes ou milenares) se organizavam, pensavam e viviam, vão se deliciar com essa obra. Tenham todos uma ótima leitura!

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