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    La Nausée -

    Jean-Paul Sartre

    Gallimard
    2010
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-13: 9782070368051
    4
    29 avaliações
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    Favoritos0Desejados71Avaliaram29

    «Donc j'étais tout à l'heure au Jardin public. La racine du marronnier s'enfonçait dans la terre, juste au-dessous de mon banc. Je ne me rappelais plus que c'était une racine. Les mots s'étaient évanouis et, avec eux, la signification des choses, leurs modes d'emploi, les faibles repères que les hommes ont tracés à leur surface. J'étais assis, un peu voûté, la tête basse, seul en face de cette masse noire et noueuse entièrement brute et qui me faisait peur. Et puis j'ai eu cette illumination. Ça m'a coupé le souffle. Jamais, avant ces derniers jours, je n'avais pressenti ce que voulait dire "exister"».

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    Resenhas (3)Ver mais
    Pedro Lanza picture
    Pedro Lanza28/01/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Eu odiei com todas as minhas forças os primeiros 80% desse livro. Narrativamente, ele é um desastre: a prosa é estranha, os parágrafos são confusos e se repetem demais, muitas vezes a história parece não ter rumo nenhum. Eu estava decidido que como uma narrativa isso era porcaria, mas que talvez como um livro de filosofia/análise psicológica ele tivesse seus méritos. Mas aí cheguei no fim, no diálogo com a Anny, e senti que tudo o que foi construído culminou ali em algo belo e profundo. O final também foi mais satisfatório do que eu esperava. Isso não significa que automaticamente ele virou um livro muito bom pra mim: continua sendo um livro muito mal estruturado em vários aspectos, e pertence à classificação de obras "canônicas", que muitas vezes, embora boas, são colocadas num patamar acima do que realmente são por gente pseudointelectual da academia (que aliás é a maioria da academia), e por isso é um livro automaticamente superestimado. Mas enfim, eu diria finalmente que é uma narrativa que brilha e é inteligentíssima nos seus melhores momentos e repetitiva sem necessidade, vazia e pobre em estrutura narrativa nos seus piores. Como uma obra de filosofia existencialista é culturalmente muito importante e isso é inegável; por outro lado senti que o Roquentin é um self insert pesado do autor - o que diminui a relevância da obra - e na minha opinião literatura de ficção não é o melhor meio pra expor essas ideias de forma completa.

    1 curtida

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