Girando a Chave Templária - Mártires, Maçons e o Segredo da Verdadeira Cruz de Cristo

    Robert Lomas

    Madras
    2009
    528 páginas
    17h 36m
    ISBN-13: 9788537005330
    Português Brasileiro

    Há 700 anos, os Cavaleiros Templários sofreram um ataque secreto repentino arquitetado pelo rei da França, Felipe, o Belo. Eles tiveram seus bens confiscados, os membros da Ordem foram presos, acusados de heresia e alguns queimados nas fogueiras da Inquisição. Assim começou uma das discussões conspiratórias mais misteriosas da história. Os templários foram dizimados ou sobreviveram ao criar novas Ordens para preservar seus segredos? Como uma brigada cristã medieval de mártires, voraz no campo de batalha, inspirou as muitas teorias de conspiração de nobres e místicos monges guerreiros, as quais permeiam a literatura moderna? Como uma Ordem religiosa que foi violentamente extinta 700 anos atrás mantém tal domínio na imaginação ocidental moderna?

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    Thiago Simões14/03/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Uma mentira dita várias vezes não se torna uma verdade

    O autor Robert Lomas não é um historiador. Ele é físico por profissão e um apaixonado pela Maçonaria. O livro está portanto longe de ser um registro histórico fidedigno mas sim outra de várias tentativas dos grupos maçônicos em atestar uma suposta herança oriunda da Ordem dos Templários, coisa que nunca possuíram (inclusive em outras obras da editora Madras mesmo, como "Nascidos do Sangue - Os Segredos Perdidos da Maçonaria" do historiador - esse sim, historiador - John J. Robinson conseguem fazê-lo de maneira mais competente, mesmo não provando nada). A narrativa em si é agradável e um ótimo passatempo, mas não esperem algo além disso: um "Caçadores da Arca Perdida" tentado ser levado a sério. Demonstra como o movimento neo-templário pós século XVII tenta a todo custo reivindicar com "lendas" serem detentores de uma ritualística mística que sobreviveu (se é que existiu todo esse segredo) por 400 anos. O próprio autor é honesto ao citar historiadores que discordam dessa visão e dou crédito à ele por causa disso. Ao invés de questioná-los, ele segue adiante em seu relato. Mas infelizmente no final das contas esse movimento maçônico templário moderno "ecumênico" (sim, cavaleiros templários "ecumênicos") só demonstra aquilo que é: representantes de uma riqueza em simbologias mas vazios em prática, colocando simbolismos próprio do Catolicismo e da fé cristã para fazer memória a Ordem dos Templários de algo que simplesmente não seguem. Então para que fazê-lo? Qual a justificativa da existência de tal ritos? Prefiro pensar como a historiadora Dra. Helen Nicholson da Universidade de Cardiff, que é citada no livro, parafraseando: "Essas Ordens modernas têm servido apenas de plataforma para que pessoas de alta classe saíam por aí vestidos brincando de cavaleiros" e basicamente é isso que é. Leia sem compromisso histórico e aproveitará bastante a leitura.

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