“O IMPÉRIO DOS BICHOS” é uma incisiva crítica aos modelos autoritaristas e ditatoriais presentes na história da humanidade. É no usar a lógica contra a lógica, no ter consciência de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, que reside a força deste pequeno romance. Percebendo as mazelas que maltratam seu povo, o galinho Xoco, aluno avançado da escola de D. Coruja, torna-se conhecido cantor popular do reino. Suas músicas denunciam a corrupção, os desmandos, a miséria em seu país, ao mesmo tempo em que divulga a mensagem “É proibido proibir”. Xoco vivia no lendário País dos Bichos governado a antanhos pela dinastia Onço. A soberana atual, Madame Onça Pintada I, fútil e ávida colecionadora de sapatos de peles, submete-se cada vez mais ao poderoso Reino do Comendador Puma,- felino que exercia a hegemonia por todo o continente - mantendo-o sob seu controle através da manipulação, alienação, rigidez, ignorância, dispersão, teimosia... A história começa quando Xoco, censurado e na cadeia, descobre os planos da títere para entregar aos castores madeireiros do comendador a reserva ambiental de Coelhândia, o que traria uma catástrofe ecológica e mais sofrimento ao triste país. Movido pelo idealismo e decidido a impedi-la, o galinho e um bravo grupo de animais, aliando-se aos moradores da reserva, resistem bravamente à falácia do progresso prometido. Contudo, logo fica claro que não será apenas um pequeno conflito armado local que Puma planeja para o País dos Bichos. Seus planos são muito mais terríveis... O IMPÉRIO DOS BICHOS busca ser um texto no qual identificamos acontecimentos históricos atuais através de uma sátira elaborada da sociedade globalizada e seus efeitos sobre os movimentos sociais, o poder e os indivíduos
