Eu gosto do estilo da escrita da autora, gosto de ver que ela conseguiu usar este livro para conectar muito bem a história do livro anterior com a do livro de crônicas Sex and the City. Amei as conversas de Carrie, Miranda e Samantha, principalmente as sobre sexo, porque encaixam super bem nas experiências delas e de Nova York nos anos oitenta. Mas simplesmente detestei a Carrie aqui.
Não adianta dar desculpas de que ela tem personalidade forte ou dizer que é uma pessoa difícil mesmo. Eu amo pessoas difíceis. Carrie só é arrogante e prepotente. Continuei lendo o livro todo com a esperança de que ela fosse assim para que crescesse durante a história e melhorasse no final. Mas não. Essa daqui é um arco de personagem reverso, em que uma garota bacana, madura e feminista se perde completamente e fica egocêntrica, mesquinha e convencida.
Mas talvez o maior pecado do livro é simplesmente não ser nada divertido. Li para acabar, para ser bem honesta. A primeira metade foi bem interessante, a segunda foi previsível e parecia se encaminhar ao fracasso, infelizmente. Carrie não aprende nada, não merece nada de bom que acontece com ela e parece mais imatura do que no começo do livro anterior. Sim, encaixa com a personagem da série, mas isso afundou um pouco o livro, me fez ficar torcendo para tudo dar errado e querendo pular partes.
E, como disse, eu só queria terminar de ler logo para ir ler outra coisa. Ainda tem partes brilhantes aqui, principalmente das conversas das três, e é claro que é legal, para uma fã da série como eu, ver a Charlotte aparecer também. Mas ainda deixou demais a desejar. No mínimo, tinha que ter sido divertido. Melhor é eu ir assistir uns episódios e me livrar dessa sensação de decepção.