Tomando o próprio contraponto como fio condutor de sua poética simbólico-gótica, mesmo quando o lirismo se põe em reta, Erly Vieira Jr. tece contornos: tece luvas, pegadas e adegas. Por isso, seus versos têm um tono forte gótico e irônico, sugerindo sempre que o poder da palavra destrói o vazio da própria reclusão. Esse mundo poético, de atmosfera densamente inefável, é uma egotrip de fôlego, que se conduz só, pois recorta camadas de sono entre as pedras. Para o leitor ficam muitos vestígios. Na poesia se sobressai o canto, entre símbolos, anjos e cantares de pedra. Um canto meio divino, meio perene, geminado mesmo, mas, vasto jardim imprevisto, carregado de lirismo.
contraponto, reta, plano -
Erly Vieira
Florecultura
1999
60 páginas
2h 0m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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