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    Vozes da Legalidade - Política e Imaginário na era do rádio

    Juremir Machado da Silva

    Sulina
    2011
    223 páginas
    7h 26m
    ISBN-13: 9788520506073
    Português Brasileiro
    4.1
    41 avaliações
    Leram71Lendo7Querem53Relendo0Abandonos4Resenhas4
    Favoritos2Desejados53Avaliaram41

    Este livro é uma história de muitas vozes, vozes da Legalidade e da ilegalidade, a voz de Brizola, em tom maior, a voz de Jango, buscando uma solução pacífica, a voz de Carlos Lacerda, governador da Guanabara, o Corvo, o eterno golpista, incendiando o ânimo dos militares contra João Goulart, a voz do general Machado Lopes, comandante do III Exército, sediado em Porto Alegre, a voz do ministro da Guerra, Odylio Denys. Mas também a voz do renunciante, o esquisito Jânio Quadros, as vozes dos remanescentes, jornalistas, radialistas e políticos, todos muito jovens na época, que lembram a grande aventura com a justa nostalgia e o devido orgulho, a voz das ruas, a voz do Rio Grande, a voz do rádio, especialmente da Rádio Guaíba, que se tornou a cabeça de uma rede inusitada e vitoriosa.

    Resenhas (4)Ver mais
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    vane agertt20/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Vozes que mudaram o país

    “Jango era como Lula: inaceitável para a elite” Um livro sobre vozes. As vozes da legalidade, vozes da ilegalidade. Vozes que defenderam a constituição e vozes que silenciaram o povo, mas, principalmente, vozes que souberam dizer não, como a voz de Caetano Vasto, que disse a seu superior que nenhum avião iria decolar, muito menos para explodir o Piratini. Uma história de vozes e nomes que se destaca, principalmente, Leonel Brizola, ou apenas Brizola, como foi lembrado no imaginário gaúcho, o homem que impediu o golpe militar em 1961. Brizola, o homem que mobilizou a Brigada Militar e criou uma rádio no porão do prédio governamental do Rio Grande do Sul, o homem que disse não, que foi a favor da constituição, o Brizola que disse: “Estamos aqui para morrer se necessário, então atirem no povo, com as armas que foram compradas com o sacrifício do povo [...] nenhuma ditadura será implantada contra a vontade do povo, que corram as balas”. Disse a voz da legalidade, o que defendeu a legalidade até o fim.

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    4.1 / 41
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    Juremir Machado da Silva

    é um escritor, jornalista, tradutor e professor universitário brasileiro. Leciona na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, onde coordena o Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. Graduado em História e em Jornalismo pela PUCRS (1984), é doutor em Sociologia pela Universidade Paris V, René Descartes, Sorbonne (1995), tendo sido orientado por Michel Maffesoli. Pesquisador 1B do CNPq, fez pós-doutorado (1998) na França sob a orientação conjunta de Edgar Morin, Jean Baudrillard e Michel Maffesoli. Foi professor-visitante na Universidade Paul Valéry, Montpellier III. De 1993 a 1995, atuou como correspondente do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, na Europa, baseado em Paris, quando cobriu vários festivais de cinema de Cannes, Berlim e Veneza, salões e feiras de livro

    41 Livros
    27 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Juremir Machado da Silva