As imagens que as ciências - da educação, da saúde, do direito, da economia, etc. - elaboram e partilham em relação à infância, por vezes, são 'fantasmagóricas' no que toca ao ser social que querem representar, assumindo tal autonomia em relação a eles que, freqüentemente, sobreleva-se a impressão de que as imagens da infância são estranhas às próprias crianças. Esse 'estranhamento', verificável nas mais diferentes frentes de debate, encarece uma história social da infância que, num primeiro plano, percorra a instância de permanente negociação entre sociedade, ciência, literatura e instituições que dividem (e confundem) o universo descritivo com as estruturas normativas que acompanham a criança.
História Social da Infância no Brasil -
Marcos Cezar de Freitas
Cortez
2008
336 páginas
11h 12m
ISBN-10: 8524906413
Português Brasileiro
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