É uma delicia ler o Diário de Bordo da Cia. Polichinelo. Marcio Pontes faz uma alusão as cartas de navegação e conta de forma rápida, lúdica e carinhosa sua trajetória e as alegrias e percalços da companhia.
No breve historico que retrata as dificuldades do fazer teatral e suas necessidades, Marcio Pontes me arrepiou ao descrever como Sandra Vargas, do Grupo Sobrevento o recebeu:
"Não posso deixar de citar aqui o especial encontro com o grupo Sobrevento. Ainda me lembro da generosidade de Sangra Vargas, que, sentada comigo nos bastidores do teatro do Sesc, no chão mesmo e aberta às minhas inúmeras perguntas, começou o dialogo dizendo: ´muito bem, o que você quer saber?´Conversamos por muito tempo e, como eu disse, foi uma conversa generosa e que me marcou muito, me fazendo crer que eu deveria agir assim com todos os que me procurassem um dia precisando de algo com que minha pouco experiencia pudesse contribuir."
Esse pequeno trecho exemplifica bem como é aprendido o Teatro de Bonecos... de mestre para discípulo, de geração para geração e de humildes artistas e curiosos atores! O que Marcio Pontes faz com seu Diário de Bordo é exatamente o mesmo que Sandra Vargas, entre outros artistas, fizeram com ele. Expor seu trabalho, sua vontade, suas crenças e sua arte em prol de um tipo de teatro difícil e encantador.
O livro nos faz ter vontade de nos aventurarmos também pelo teatro de bonecos e claro, nos deixa com água na boca para vermos os espetáculos da cia. polichinelo.
Quer saber mais? Aproveite e acesse:
http://www.ciapolichinelo.com.br/
bjim