Ângulos: o mundo se abre
De conto em conto, pois o livro no geral, brincando com os modos de ver, embaralha tudo, entre o perto e o longe, o nítido e o obscuro, o dito e o não-dito. E, assim, surgem dois caminhos para narrativa: (1) a força estruturante está na abordagem do cotidiano como forma de descortinar outras imagens do mundo, agora a partir do lugar da subalternidade e do dia a dia. (2) o narrador está “ausente”: sem se apresentar e se posicionar diretamente, como alguém que “conta de fora”, traz uma captura detalhista e sintética porque o que interessa são as personagens [subalternizadas] e suas relações com o viver no mundo. Por vários ângulos.
