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Ultralafa é uma coletânea de tiras de autoria do talentoso Daniel Lafayette, publicadas pela editora LeYa/Barba Negra em uma edição belíssima. Conta a sua, a minha e a história de todos, em um formato de crônicas em arte seqüencial – como o próprio subtítulo do livro permite inferir: “O mundo paralelo do nosso dia a dia”. É impossível não se identificar com ao menos uma das centenas de tiras que o encadernado possui, e tão igualmente improvável não se divertir com todas. Lê-las é uma viagem não só a um mundo paralelo, mas à outra dimensão de uma linha temporal cujo passado é compartilhado pela nossa realidade. É olhar para trás com os olhos de um outro alguém.
As tiras possuem um estilo próprio. Os personagens retratados na maioria das vezes como bichinhos fofos, representam a candura diante da malícia do mundo moderno (as páginas propositalmente sujas nas bordas seriam uma pista?), em situações que mesclam doses de humor negro, piadas propositalmente inocentes e contextos muitas vezes non sense, que lembram ao mesmo tempo a complexidade caótica (caos na visão da mecânica quântica) das improbabilidades da vida cotidiana e a visão distorcida e extraterrestre da simplicidade das relações humanas. Uma fusão de Monty Pyton com Sérgio Porto.
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A resenha completa pode ser lida no Ambrosia através do link: http://www.ambrosia.com.br/2011/05/17/ultralafa-cronica-em-arte-sequencial/