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    Trombetas da Revolução - Coleção Argonauta nr 174

    Lloyd Biggle Jr.

    Livros do Brasil
    1971
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.7
    5 avaliações
    Leram6Lendo0Querem2Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    "The Still, Small, Voice of Trumpets", 1968. Tempo: Um ponto no futuro próximo. Lugar: O planeta Kurr. Missão: Libertar um povo. Mas a primeira máxima do Gabinete de Relações Interplanetárias é a de que "A liberdade imposta do exterior é a mais severa forma de tirania". Consequentemente, há quatrocentos anos que os seus grupos B procuram depôr o Rei, actuando na clandestinidade. Mas esses esforços não têm obtido sucesso, por causa da ardilosa compreensão que o Rei tem da tolerância - e até da apatia - do seu povo, perante a crueldade gratuita e periódica. O Oficial de Segurança Colonial Forzon é enviado para procurar uma solução e, apesar da sua falta de conhecimento, de a sua cabeça ser posta a prémio e da traição nas suas próprias fileiras, consegue abrir caminho através do uso de técnicas diferentes, até finalmente descobrir que a paixão de um povo pela beleza artística e o seu amor pela música podem ser convertidos no desejo de uma revolução. Eis o tema - invulgar e aliciante - que Lloyd Biggle, Jr., um dos escritores de ficção-científica de maior sucesso entre o nosso público, escolheu para a sua obra TROMBETAS DA REVOLUÇÃO.

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    JOSE CARLOS DA SILVA picture
    JOSE CARLOS DA SILVA10/11/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A voz de um povo que soa como trombetas não pode se calar

    Gurzil é um planeta hostil, onde não são permitidas investigações culturais. Possui dois continentes: Larnor (Democracia) e Kurr (Monarquia). Jef Forzon, um funcionário dos Serviços Culturais, foi designado para comandar uma equipe, onde inicia uma investigação cultural em Kurr. Nomeado Coordenador Supervisor da Equipe B, pretende implementar uma revolução e transformar o monárquico Kurr em uma democracia. Aqui, diferente daquela famosa diretriz de não intervir em civilizações em menor grau de desenvolvimento, temos uma organização ? Gabinete de Relações Interplanetária ? que procura anexar planetas, mas encontra dificuldades em implementar uma democracia, requisito que entende ser essencial para tornar Gurnil um planeta-membro. O rei Rovva, um tirânico monárquico, governa sem lei e se você o contraria, pode até ter seu braço decepado. O que acontece? Você passa a viver separado, em uma aldeia, a Aldeia de Manetas. Nessa aldeia vive Tor, logo reconhecido por Forzon como um gênio musical nato. Algo precisava ser feito. Uma revolução. Musical. Cultural. ?Como poderia alguém ser incitado a uma revolta por causa da cultura? Através dos quadros? O governador que estabelecera um imposto sobre os quadros fora imediatamente despachado para uma aldeia de manetas. Música? Era evidente que os Kurranianos tinham um intenso amor pela música. Adoravam-na com paixão, cantavam magnificamente, tinham artistas fenomenais, mas... Uma revolução?? - pág. 94 Um mundo com certa paixão cultural, mas com ausência de deselvolvimento em algumas áreas. Sem arquitetura, embora haja construção. Sem imprensa, poderia haver poesia? Canções poderiam ser criadas? Forzon, com a ajuda de seus agentes da Equipe B, encontra uma solução, mas terá que fazer uso da Regra de Um, uma autorização do GRI para que apenas uma única introdução tecnológica fosse utilizada, se necessário, nos mundos visitados. Então, uma ideia veio-lhe à cabeça. Tor tinha apenas uma mão. Um instrumento musical deveria ser criado. A regra precisaria ser utilizada. ?A música existe para ser ouvida.? - pág. 113 A partir daí o ritmo passa a ser vertiginoso. E é incrível, porque numa leitura em que há um peculiar enfoque nas artes e no ser humano, o que achei muito interessante, surpreende a forma como se desenvolveu, e a solução encontrada por Biggle para o seu desfeixo foi satisfatória. Não se pode negar que há um viés social e político, onde se busca uma transformação e imperiosa busca pelo poder e a supremacia, mas Lloyd Biggle Jr., além de escritor, foi músico. Então, escreveu The Still, Small, Voice of Trumpets (1968) com bastante paixão. Sentimento fácil de adquir com sua leitura. Os instintos marciais de um povo são despertados. E as trombetas não devem parar. Um povo não deve se calar. E a leitura desse livro não pode cair na indiferença. Recomendo, pois. ?Nem mesmo o rei com menos princípios pode ignorar uma consciência quando ela começa a soar como uma trombeta!? - pág. 184

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    Lloyd Biggle Jr. profile picture

    Lloyd Biggle Jr.

    Biggle was born in 1923 in Waterloo, Iowa. He served in World War II as a communications sergeant in a rifle company of the 102nd Infantry Division; during the war, he was wounded twice. His second wound, a shrapnel wound in his leg received near the Elbe River at the end of the war, left him disabled for life. After the war, Biggle resumed his education. He received an A.B. Degree with High Distinction from Wayne State University and M.M. and Ph.D. degrees from the University of Michigan. Biggle taught at the University of Michigan and at Eastern Michigan University in the 1950s. He began writing professionally in 1955 and became a full-time writer with the publication of his novel, All the Colors of Darkness in 1963; he continued in the writing profession until his death.

    8 Livros
    1 Seguidor
    Iowa, Estados Unidos

    Lloyd Biggle Jr.