Lucy, a melhor amiga de Ellie desde a infância, foi assassinada enquanto levava sua filha Sophie de 08 anos para a escola. A menina presenciou a morte da mãe e ficou traumatizada sem querer falar com mais ninguém a partir daquele momento. O pai não consegue enfrentar a perda, fica transtornado e sem condições de cuidar da filha.
Ellie que é madrinha de Sophie, saiu de sua cidade nos EUA, deixando o marido Phillip a sua espera e foi para Londres ajudar neste momento dificil tanto para a criança, quanto para ela, que tinha a amiga como um exemplo de vida e de casamento feliz.
Para Ellie, Lucy sempre foi um ídolo. Nos tempos de escola ela era a mais popular, bonita e inteligente e Ellie sentia-se honrada por ser sua melhor amiga. Depois de adulta, Lucy tinha um marido bonito e rico, uma boa casa, uma filha maravilhosa e era muito admirada pela amiga. Após sua morte, Ellie foi descobrindo segredos que a fizeram entender que a vida de Lucy não era tão perfeita assim.
No início eu estava achando meio absurdo o fato de Ellie simplesmente largar o marido e avisar a ele, por telefone, que não sabia se iria voltar algum dia. Mas a medida que a leitura vai avançando, vamos entendendo os problemas de relacionamento que o casal já estava enfrentando desde que ela perdeu seu bebê e que esta viagem para Londres foi também uma fuga para tentar entender seu sentimento de perda não só do bebê, mas também da sua melhor amiga.
Eu gostei bastante do livro, é gostoso de ler com uma trama fácil, lenta e envolvente. Só achei que o final ficou meio vago, poderia ter uma conclusão mais detalhada. Não é tão marcante quanto o anterior desta autora (O oposto do amor) mas é bonito e vale a pena!