Em uma associação de imagens ditadas pela memória afetiva e pelo impulso crítico, este livro discorre sobre o medo, a angústia das mulheres (simbolizadas por Márcia) que vivem a pressão de saber quem são: o drama de ser mulher. As sociedades contemporâneas ainda se estruturam no conceito de dominação masculina, o patriarcado, que, para se impor, fragmenta o conceito absoluto do feminino, dificultando a valorização da pluralidade, das diferenças entre homens e mulheres. O título evoca a consequência dessa hierarquia castradora e inumana que domina os aparelhos ideológicos e legais do Estado, violador dos direitos humanos das mulheres, que, silenciadas no tempo e no espaço, resistem gritando por justiça. O relato da história de Márcia, assassinada aos 24 anos, documentado com sentimento e coragem, arrasta-nos para uma viagem no túnel do tempo. Faz-nos ouvir, ver e sentir a Márcia indelével da hegemonia patriarcal que pune com a morte as mulheres que contra ela se insurgem. Sua irmã, Deise, inconformada diante desta injusta condenação histórica, endossada pelo Estado brasileiro deflagrou, com o apoio da União de Mulheres de São Paulo, uma impetuosa e longa batalha contra a impunidade. Extrapolaram-se as fronteiras nacionais recorreu-se a Organização dos Estados Americanos a procura de Justiça.
Do silêncio ao grito contra a impunidade - Caso Marcia Leopoldi
Deise Leopoldi
União das Mulheres de São Paulo
2007
207 páginas
6h 54m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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