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    O mal: como explicá-lo? - Coleção: Questões Fundamentais do Ser Humano (vol. 02)

    Afonso M. A. Soares, Maria Angela Vilhena

    Paulus
    2003
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-10: 8534920680
    Português Brasileiro
    3.5
    4 avaliações
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    Não nos propomos a teorizar sobre o mal em si, mas sim ouvir, observar o que os seres humanos dizem a respeito, como têm procurado explicar, controlar, afastar, negar, minimizar ou se conformar com ele. Conhecer algumas das explicações e práticas forjadas ao longo dos tempos e em culturas diversas ajudará a rever aquelas que vigoram hoje, em uma cultura diversificada como a nossa.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Bruno de Oliveira picture
    Bruno de Oliveira01/10/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Escrita agradável e temática medianamente interessante

    Um livro bem gostoso que se dá melhor enquanto trata o mal de uma maneira mais geral e menos presa as culturas. É difícil precisar satisfatoriamente o termo e quando estamos dentro de culturas particulares, a riqueza filosófica dele acaba ficando submetida a muitos operadores que o limitam. A obra tem ótimos momentos, mas frequentemente cai na tentação mais boba do teólogo, que é tentar salvar o mito das críticas dirigidas a ele pela filosofia e pela ciência que desvelam seu caráter de mito e, consequentemente, delimitam seu campo de atuação. Vez e outra, os autores apresentam certo ressentimento por adotar um lado historicamente derrotado, aquele das religiões que não são mais consideradas verdadeiras, das fés que são postas em segundo plano. O livro tem ótimos momentos, mas frequentemente cai na tentação mais boba do teólogo, que é tentar salvar o mito das críticas dirigidas a ele pela filosofia e pela ciência que desvelam seu caráter de mito e, consequentemente, delimitam seu campo de atuação. O livro, vez e outra, apresenta certo ressentimento por adotar um lado historicamente derrotado, algo que, a meu ver, empobrece a teologia, como se o mito só tivesse valor caso tenha a mesma validade que o discurso científico. Há momentos em que os autores tentam demonstrar que existe imaginação na ciência, tal como existe racionalidade no mito, mas, claro, fazem isso com pouco detalhe, de maneira a convencer o leitor menos informado que ambas se equivalem ou se complementam. Se tivessem que precisar o significado da ciência e do mito, teriam que admitir aquilo de que se ressintem: que a ciência roubou o espaço dos mitos e os suplantou de diversas maneiras. Aliás, não só a ciência, mas o próprio desenvolvimento histórico das sociedades, a filosofia, a literatura e tantos outros lugar e assim por diante, algo que, a meu ver, empobrece a teologia ao postular que o mito só tem valor caso tenha a mesma validade que o discurso científico. Uma grande bobagem. A teologia mudou e hoje o mito é mito, mas por que isso deveria torná-lo mais pobre?

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