Émile e Sophie - ou Os Solitários

    Jean-Jacques Rousseau

    Hedra
    2011
    94 páginas
    3h 8m
    ISBN-13: 9788577151882
    Português Brasileiro

    Émile e Sophie ou os solitários é um romance epistolar inacabado de Jean-Jacques Rousseau e um de seus textos mais singulares. Émile e Sophie foi escrito em 1762, ano de lançamento de Émile, ou da educação. O livro foi concebido como uma continuação da grande obra pedagógica e era particularmente querido por seu autor, que prometeu terminá-lo repetidas vezes e que se refere a ele carinhosamente em muitas cartas. Foi publicado pela primeira vez por Moltou e Du Peyrou em Collection complète des oeuvres de J.J. Rousseau em 1780.

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    Maravilhosas Descobertas11/10/2016Resenhou um livro
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    EMILE E SOPHIE OU OS SOLITÁRIOS, DE JEAN JACQUES ROUSSEAU

    Jean Jacques Rousseau, é um dos maiores pensadores e escritores, um dos inspiradores da modernidade filosófica e literária. Suas obras tiveram um grande impacto na Revolução Francesa. A obra Émile e Sophie ou os solitários, faz uma crítica aos relacionamentos, do real e imaginário. Sophie, encarada como a mulher ideal, faz dos dias de Émile bons e confortantes. Émile discípulo perfeito. Ao se exporem a riscos, percebendo os erros de ambos, Sophie e Émile começam a se distanciar. “ Já não éramos um, éramos dois. O tom do mundo no dividira e nossos corações não mais se aproximavam. ” Após descobrir uma tragédia, Émile se sente desapontado, com ódio e sem esperança de retomar o seu relacionamento. Parti sem rumo. Nesse caminho, Rousseau expõe os pensamentos de Émile, o qual repensa sobre o erro de Sophie, e não mais a acusa, tornando-a vítima da situação. “Ah ! A inconstância dela é obra da sua. Ela tinha jurado ser fiel; e você, não tinha jurado sempre adorá-la? Você a abandona e quer que ela permaneça contigo; você a despreza e quer que ela o honre sempre! Seu próprio esfriamento, esquecimento, indiferença, é o que o arrancaram do coração de Sophie. Não pode deixar de ser amável quem quer ser sempre amado. Ela não quebrou suas juras senão por seu próprio exemplo, era não tê-la negligenciado e ela não o teria traído. ” Émile vê os seu erros, e durante a viagem reflete sobre eles, se pode perdoar Sophie, e deixará impune. Após isso, decide seguir, desprende-se do passado e decide viver o presente. Se infiltrando em uma nova aventura como marinheiro e se tornando até mesmo escravo. “Eis seu Émile escravo do dei de Argel. ” Classificado como Literatura Francesa, narrado em 1° pessoa, por Émile, o livro é curto e com uma história desenvolta. Rousseau muitas vezes tinha prometido a continuação, para um desfecho da estória, porém não foi concluído. Se tornando assim uma obra inconclusa, em cuja releitura se consola de seus infortúnios. Frases Marcantes: “ O amor próprio prefere fazer um dom gratuito a pagar uma divida.” “ A única servidão real é da natureza. Os Homens são apenas instrumentos.”

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