O Vinho da Alegria -

    Bradbury, Ray

    Best Seller
    1996
    217 páginas
    7h 14m
    ISBN-10: 8571230625
    Português Brasileiro

    O vinho da alegria; a máquina da felicidade; a bruxa do tarot, o velho contador de histórias; a mulher de 90 anos que ninguém acreditava ter sido jovem um dia... Esses estranhos e curiosos habitantes de uma cidadezinha passam a fazer parte do mundo secreto de um menino de 12 anos, Douglas Spaulding, durante as férias de verão em que ele descobre o fato de que está crescendo e, nessa transição , sente medo da vida adulta... Também o leitor descobrirá verdades, sonhos e temores adormecidos na memória. E, como o menino Douglas, poderá vivenciar o mais revelador e original verão de sua vida, num livro repleto de amor e poesia, de um dos maiores ficcionistas de nossa época.

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    L.F. Riesemberg picture
    L.F. Riesemberg24/11/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro que viajou no tempo para ser meu

    Eu sempre quis lê-lo, mas há muito tempo não era publicado no Brasil. Só consegui comprar esse livro através de um sebo virtual que não disponibilizava fotos dos produtos no site. Fiz a compra às cegas, sem ao menos saber de qual editora era ou em que estado se encontrava. Mesmo assim foi um grande lance de sorte encontrá-lo, e não desperdicei a oportunidade. Quando abri a caixa do correio, me deparei com um livrinho pequeno, extremamente antigo (coleção Argonauta, editada nos anos 50 e 60), já amarelado, mas ainda assim em bom estado. Para minha decepção, as páginas estavam coladas, e tive que usar uma régua para poder abri-lo (paguei quase R$ 30,00 por um livrinho velho e com as páginas grudadas. Isso é o que dá!, pensei). Tive vontade de reclamar no site da loja, mas imaginei que era uma peça rara, e por isso é que venderam daquele jeito e com um preço relativamente salgado. Mas uma surpresa me aguardava: logo na contra-capa havia um aviso, dizendo o seguinte: NO SEU PRÓPRIO INTERESSE, PREZADO LEITOR, VERIFIQUE SE ESTE LIVRO MANTÉM O LACRE BRANCO QUE SELA ALGUMAS DE SUAS PÁGINAS; NESTE CASO, ABRA-O, POR FAVOR, COMO ABRIRIA UM LIVRO NÃO GUILHOTINADO, ISTO É, COM UMA FACA, ATÉ COM UM SIMPLES CARTÃO, E ASSIM NÃO RASGARÁ AS FOLHAS. SE O LIVRO ESTIVER TODO ABERTO, REJEITE-O, POIS É INDÍCIO DE QUE JÁ FOI LIDO. DEFENDA SUA SAÚDE NÃO MANUSEANDO LIVROS USADOS. Percebi que essa edição do livro estava destinada a ser somente minha, e ficou uns cinquenta anos sem ser lida, sem ser ao menos aberta por ninguém desde impressa, esperando que minhas mãos fossem as primeiras a tocar e meus olhos os primeiros a ler aquelas páginas já amarelas, mas cheias de fantasia e mágica, capazes de me transformar em uma criança novamente. Cidade Fantástica (título que recebeu em Porugal) é sobre o verão de 1928 na vida de um menino de 12 anos. Suas descobertas sobre a vida e a morte tornaram essa leitura uma das minhas melhores experiências de todos os tempos. O título nacional do livro veio bem a calhar, porque aqui em terras tupiniquins pouca gente conhece o vinho de dente-de-leão, do título original, e também porque Bradbury descreve apaixonadamente pequenas coisas da vida, elevando-as ao patamar do fantástico. Alguns até classificam o romance de ficção científica, apesar de se passar em uma cidadezinha americana qualquer dos anos 20, sem nenhum acontecimento extraordinário para os padrões adultos. O olhar infantil do autor sobre a vida é que remete as páginas do livro aos contos fantásticos. É sobre um verão de maçãs verdes, gramas cortadas e tênis novos. De fogos de artifício, de dentes-de-leão e da barriga da vovó esquentando no fogão. É sobre um verão de tristezas e maravilhas e abelhas douradas. Um mágico verão na vida de um menino chamado Douglas Spaulding. O leitor se sente rodeado pelo ar quente, pelos cheiros florais e pela brisa noturna durante a leitura. Já li Dandelion Wine várias vezes e pretendo repetir a experiência em todos os verões. E de jeito nenhum empresto para alguém! Luiz Fernando Riesemberg

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