Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores32
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Em Carne Viva - José Louzeiro -

    José Louzeiro

    CLUBE DO LIVRO
    1988
    430 páginas
    14h 20m
    ISBN-12: 880541869935
    Português Brasileiro
    2
    2 avaliações
    Leram7Lendo3Querem21Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados21Avaliaram2

    O livro é ambientado no Rio de Janeiro e se passa logo após a instituição do AI-5 pelo governo militar, ocorrido em fins dos anos de 1960. O tema central são as relações de quadrilhas de assaltantes e assassinos que tentam se organizar sob a cobertura de policiais corruptos e manipulações de autoridades superiores e grandes criminosos que agem discretamente. Como pano de fundo, a crise política intitucionalizada decorrente dos embates entre a polícia secreta governamental e os subversivos de grupos tais como o MR-8, num cenário de uma metrópole caótica, sofrendo com todo tipo de degradação, especulação imobiliária, trânsito infernal, ruas esburacadas, telefones e serviços públicos em geral ineficientes, prostituição, corrupção e violência.

    Resenhas (1)Ver mais
    Carlos S Santos picture
    Carlos S Santos10/01/2018Resenhou um livro
    3 (Bom)

    HARD BOILED TUPINIQUIM NOS ANOS DE CHUMBO

    José Louzeiro é mais famoso pela autoria de Pixote e Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia, ambos transformados em filme de sucesso. Esse seu romance Em Carne Viva é bastante desconhecido, lançado no início dos anos 80, hoje em dia você só o encontra em sebos, como foi o meu caso. Como nos romances supracitados, Louzeiro aqui também fala de criminalidade, todavia, ele acrescenta um viés político ao retratar os anos de chumbo logo após o AI-5, em 1968, onde a ditadura militar aterrorizou e matou um sem número de pessoas que lutavam contra o regime. O livro começa pelo retrato de Leo, um criminoso típico da literatura noir/hard-boiled, que apesar de sua conduta fora da lei, mantém um código de ética, moral e lealdade para com seus parceiros, e, até mesmo, com relação aos crimes que comete. Normalmente Leo rouba de gente graúda, sem prejudicar ou ferir ninguém do povo. Ou seja, é o tipo de sujeito que logo de cara a gente torce. A trama do livro então leva Leo a se envolver com Amigo Velho, um policial corrupto, grande conhecedor da ala criminosa do Rio de Janeiro. Juntos, eles bolam um assalto, que será executado por Leo e sua turma, onde muita grana estará em jogo. Obviamente, como em toda obra do gênero, haverão traições e assassinatos por conta do butim. Entretanto, Louzeiro surpreende em colocar Leo numa situação terrivelmente perversa envolvendo tortura durante o regime militar. Tal acontecimento marcará o personagem durante o restante da obra e também deixará nós, leitores, principalmente os que defendem a democracia, com asco dos milicos. Eu gostei de Em Carne Viva. É um romance policial/político honesto, com claro viés de esquerda, e concebido para ser uma obra de denúncia. O problema é a falta de foco do autor em diversos momentos. Por exemplo, ele da muito espaço para a ex-dondoca dona da casa onde Leo vive como inquilino (hóspede). Sei que a mulher é baseada na Zuzu Angel, que, de fato, foi assassinada pela ditadura, porém suas passagens no livro não tem nada a acrescentar e são bem arrastadas, para não dizer chatas mesmo. Outra coisa é a linguagem. Louzeiro usa um coloquialismo bastante estranho ao meu ver. Os diálogos não fluem de maneira natural, como, por exemplo, um Rubem Fonseca ou Marcos Rey fariam, e as palavras e adjetivos são muito peculiares. Entendo que o livro foi escrito nos anos setenta, mas desse período também li obras tanto do Fonseca quanto do Rey e a linguagem era quase como a nossa hoje em dia. Enfim, tirando esses defeitos, Em Carne Viva é uma obra a ser apreciada e descoberta. Não só serve como uma boa história policial, como serve também de reflexão sobre um período tão sombrio da história do nosso país, que torçamos nunca mais volte a se repetir.

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    2 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas50%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas50%
    José de Jesus Louzeiro profile picture

    José de Jesus Louzeiro

    José de Jesus Louzeiro nasceu em São Luís, MA, em 1932. Iniciou suas atividades jornalísticas aos 16 anos, no jornal O Imparcial. Transferindo-se para o Rio, em 1954, trabalhou em jornais e revistas como repórter. É autor de mais de 40 livros, quatro novelas de televisão e participou, como roteirista, de mais de dez longas-metragens. Os livros mais conhecidos de José Louzeiro são: Infância dos Mortos, argumento do filme Pixote; Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia (título homônimo no cinema); Aracelli, Meu Amor; Em Carne Viva, lembrando o drama de Zuzu Angel e de seu filho Stuart Angel, sob tortura, na década de 1960. E os infanto-juvenis: A Gang do Beijo, Praça das Dores (em homenagem aos meninos assassinados na Candelária, em 1993), A Hora do Morcego (Ritinha Temporal) e Gugu Mania. Foto e biografia: http://www.globaleditora.com.br

    51 Livros
    11 Seguidores
    Maranhão, Brasil

    José de Jesus Louzeiro