Para além de todos os detalhes e eventos do livro, a parte interessante é que tudo o que Eliot viveu e sua luta foi para produzir, discutir e incentivar a alta cultura. O livro narra a vida de um poeta que enquanto o mundo escolhia entre fascismo e comunismo, ele escolheu o catolicismo e a busca pelas coisas permanentes, imutáveis, duráveis. Ele alertou sobre o desastre que a educação se tornaria, só que não apenas apontou o dedo, ele escreveu as "Notas para uma definição de Cultura" que mudaria o mundo pra melhor, se aplicado. Eliot foi coerente o tempo todo, deu emprego para comunistas que só tentaram ferrar ele, quis manter diálogo com o divergente. Nós vamos morrer, as ideologias vão passar e mudar, mas a poesia do homem sempre estará lá, apontando esperança, alertando o resultado desastroso do materialismo e do ateísmo, isso sem contar que as opiniões sobre política que o homem tinha envelheceram como vinho.
"Metade do mal que é feito neste mundo é devido a pessoas que querem se sentir importantes. Elas não têm a intenção de fazer mal — mas o mal não lhes interessa. Ou elas não o veem, ou o justificam porque estão absortas na luta interminável Para terem uma boa imagem de si mesmas."