Germinal -

    Emile Zola

    Abril
    1979
    535 páginas
    17h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Romance do escritor Emile Zola, o décimo terceiro da série Les Rougon-Macquart e porventura um dos mais famosos. A cena tem lugar no norte da França enquanto uma greve provocada pela reducção dos sálarios. Além dos aspectos técnicos das extrações minerais e as condições de vida nos agrupamentos dos mineiros, Zola também descreve o principio das organizações política e sindical da classe operária tal como as divisões já existindo entre Marxistas e Anarquistas. Para compor Germinal, o autor passou dois meses trabalhando como mineiro na extração de carvão. Viveu com os mineiros, comeu e bebeu nas mesmas tavernas para se familiarizar com o meio. Sentiu na carne o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar um vagonete cheio de carvão, o problema do calor e a umidade dentro da mina, o trabalho insano que era necessário para escavar o carvão, a promiscuidade das moradias, o baixo salário e a fome. Além do mais, acompanhou de perto a greve dos mineiros.

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    Clio picture
    Clio09/11/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Germinal é a dor do nascimento dos Direitos dos Trabalhadores na França do século XIX. É na cidade de Marchienne, nas minas Voreux (Vorazes em francês), que uma população composta principalmente por mineiros vacila entre a extinção e a revolta. É a fome e o frio causados pela chegada do inverno que permitem que Etienne Lantier convença seus pares da necessidade de um sindicato e de uma greve. Agora, estamos falando da França, cuja tradição de paralização e levante armado da população até hoje é considerado o maior do mundo. A leitura dessa obra, por mais que Zola grite em cada paragráfo suas ideias de incipiente anarquismo, é algo sangrento e doloroso, um lusco-fusco de palavras iluminadas a carvão e miséria. A família de Maheu, que abriga Etienne, é a forma geracional desse sistema exploratório em que todo produto é regado a sangue. Dos confrontos armados entre grevistas e soldados às precárias condições de trabalho que ainda vitimam mineiros ao redor do mundo. A obra de Zola é um grito para que os trabalhadores saibam que o salário nunca é o justo e que cada morte tem um assassino com nome e endereço. Recomendo.

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