Chenu faz uma profícua análise, partindo de Abelardo e Heloísa, para rastrear sinais da modernidade no período medieval, sobretudo no século XIII, por volta de 1225. Com o Concílio de Latrão, mais exatamente o Quarto, a Igreja modifica substancialmente a forma de analisar as pessoas/fiéis, levando em conta a subjetividade intencional de cada uma. A questão da confissão e da interioridade leva à uma moral da pessoa humana, uma análise do sujeito, este que antes era subordinado da cosmologia e de uma natureza intransponível. Com o despertar da consciência e também a noção de microcosmos, sendo a nossa interioridade exemplo disso, todo um renascimento ocorre no século XIII, este que também é apontado por estudiosos como Gilson e Mauritain. Apesar de breve, é um denso e belo ensaio de Chenu.