Comprei este livro num sebo aqui no Rio de Janeiro e, quando o vi, foi amor à primeira vista. Foi o primeiro livro teórico que li acerca dos estudos queer (teoria queer) e, com certeza, não será o último. O livro, como é de se esperar pelo título, trás críticas bastante construtivas e interessantes sobre a literatura queer norte-americana. Faz-se uma “divisão” antes/depois de Stonewall – movimento tão importante na luta anti-LGBTQfóbica – na literatura queer norte-americana devido a seu impacto político-cultural na sociedade estadunidense (e, talvez, no mundo).
O livro, claro, trás um pouco da história de Stonewall, o contexto da situação e os motivos que acarretaram a revolta. Nos conta as medidas autoritárias que foram tomadas a fim de censurar a literatura queer; trás, também, análises através dos pensamentos de Foucault e, ainda, como o termo “queer”, por vezes, é utilizado como um termo guarda-chuva. Além disso, trás alguns debates acerca da bissexualidade e a dicotomia ao se falar de gênero, sexo e sexualidade, ignorando, por exemplo, a existências de pessoas não-binaries e pessoas trans.
Outros três pontos interessantes que valeram pela leitura do livro foram a explicação de como nossa sociedade é falocrática, a explicação de que “ninguém é totalmente ‘homem’ ou totalmente ‘mulher’” e a oportunidade de aprender mais sobre como os nativos norte-americanos enxergam gênero, sexo e sexualidade.