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    Vidas Escritas -

    Javier Marías

    Edición Debolsillo
    2007
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9788483462874
    Espanhol
    5
    1 avaliação
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    Hasta un total de veinte genios de la literatura resucitan en estas breves e insólitas biografías, que se leen como cuentos gracias a la precisión, amenidad y elegancia de la prosa de Javier Marías. Todos son extranjeros, todos están muertos y todos han sido tratados como personajes de ficción, con un afecto y una ironía no exentos de profundidad.

    Resenhas (1)Ver mais
    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino09/04/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    vidas escritas

    Comprei esse exemplar de "Vidas escritas" ainda em outubro passado, mas guardei-o num estoque de cousas preciosas e raras, para desfrutá-lo com vagar, sem perturbações e aborrecimentos, lê-lo (relê-lo, na verdade) com calma, como sempre deveríamos fazer, mas, ai de nós, não fazemos. Mas encontrei tempo e tranquilidade nas últimas semanas para dedicar-me a ele. Essa é uma versão ampliada (com poucas correções e acréscimos na verdade) da edição original, de 1992, que já li e já comentei aqui. São três conjuntos de textos. O mais extenso, "Vidas escritas", inclui vinte curtas biografias ou mais bem relatos biográficos de escritores fortes e seminais do século XX (Willian Faulkner, Joseph Conrad, Isak Dinesen, James Joyce, Giuseppe Tomasi di Lampedusa, Henry James, Arthur Conan Doyle, Robert Louis Stevenson, Ivan Turgueniev, Thomas Mann, Vladimir Nabokov, Rainer Maria Rilke, Malcolm Lowry, Madame du Deffand, Rudyard Kipling, Arthur Rimbaud, Djuna Barnes, Oscar Wilde, Yukio Mishima, Laurence Sterne). Os textos foram escritos originalmente para uma revista espanhola (Claves de Razón Práctica) e são mesmo objetivos, claros e bons de ler. O livro inclui também seis relatos de uma natureza diferente. Na seção "Mujeres fugitivas' Marías fala de seis mulheres que foram escritoras, mas que se tornaram mais bem arquétipos de mulheres fortes e dominantes, mulheres à frente de seu tempo. Elas são: Lady Hester Stanhope, Vernon Lee, Adah Isaac Menken, Violet Hunt, Julie de Lespinasse, Emily Brontë. Este seis textos são curiosos, mas um tanto irregulares (talvez porque não sejam de escritoras que conhecemos tão bem - à exceção de Emily Brontë). A última parte do livro enfeixa trinta e sete fotografias de escritores que são brevemente comentadas num ensaio intitulado "Artistas perfectos" (a perfeição - no caso - sendo um sinônimo para mortos). Javier Marías fala do engajamento destes artistas/escritores à sua arte e termina o ensaio apresentando um boa bibliografia, que pode servir de guia para aqueles que vagam em busca de informações sobre os escritores apresentados no livro. Enfim, este livro é uma maravilha, um pequeno guia para entendermos um tanto sobre um bom punhado dos melhores escritores do século XX. Na sessão onde ele descreve as fotografias é difícil não se surpreender com a capacidade de invenção de Marías. Mesmo quando ele é factual e objetivo vislumbramos o poder do gênio criativo. Curiosamente Marías sempre descreve as circunstâncias, a data, o local e eventuais detalhes mórbidos sobre a morte de seus retratados, mas nunca nada sobre o nascimento deles. Enfim, excelente livro, de um excelente escritor. [início: 02/04/2013 - fim: 05/04/2013] "Vidas Escritas: edición ampliada", Javier Marías, Madrid: Alfaguara (Santillana Ediciones Generales) Colección J.Marías, brochura 14x23 cm., 286 págs., ISBN: 978-84-204-0344-1 [edição original: Vidas escritas (Madrid: ediciones Siruela) 1992]

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    Javier Marías Franco profile picture

    Javier Marías Franco

    Escritor, tradutor e editor espanhol. Nasceu em Madrid em 20 de setembro de 1951 e faleceu em 11 de setembro de 2022 devido a uma pneumonia bilateral em decorrência da covid-19. Considerado o principal escritor espanhol da segunda metade do século XX e início do século XXI, ocupava a cadeira R da Real Academia Española (RAE) desde 2008. Formado em Filosofia e Letras, com especialização em Filologia Inglesa, pela Universidade Complutense de Madrid, foi professor de Literatura Espanhola e Teoria da Tradução na Universidade de Oxford (1983-1985), no Wellesley College de Massachusetts (1984) e na Universidade Complutense de Madrid (1986-1990). É autor de contos, ensaios, crônicas e 16 romances, entre eles "Coração tão branco" (1992), "Amanhã, na batalha, pensa em mim" (1994), "Seu rosto amanhã" (2002-2007), "Os enamoramentos" (2011), "Assim começa o mal" (2014), "Berta Isla" (2017) e "Tomás Nevinson" (2021). Era Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras da França.

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    60 Seguidores

    Javier Marías Franco