Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores188
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O homem sem conteúdo -

    Giorgio Agamben

    Autêntica Editora
    2012
    207 páginas
    6h 54m
    ISBN-13: 9788565381321
    Português Brasileiro
    4.6
    23 avaliações
    Leram49Lendo7Querem129Relendo1Abandonos2Resenhas2
    Favoritos7Desejados129Avaliaram23

    O que quer dizer, então, que a arte foi além de si mesma? Significa verdadeiramente que a arte se tornou para nós um passado? Que ela desceu nas trevas de um definitivo crepúsculo? Ou quer dizer, na verdade, que ela, cumprindo o círculo do seu destino metafísico, penetrou novamente na aurora de uma origem na qual não apenas o seu destino, mas o do próprio homem poderia ser posto em questão de modo inicial?

    Resenhas (2)Ver mais
    Mariah 2019.2025 picture
    Mariah 2019.202506/08/2022Resenhou um livro
    0

    Estética: O Trabalho de T(0) e F(questões explicadas aqui) em F2(O percurso)

    A coisa mais inquietante > 3a dissertação on Genealogia da moral, Nietzsche submete a definição kantiana do belo como prazer desinteressado a uma crítica radical :” [...]“a favor de Kant, a afirmação de que, sob o fascínio da beleza, se pode olhar, de modo desinteressado, até uma estátua feminina nua, ser-nos-á permitido rir um pouco às suas custas : as experiências dos artistas, quanto a esse ponto delicado, são, pelo menos, mais interessantes, e Pigmaleão não era necessariamente um homem inestético. > “A privação é como um rosto Se a morte da arte é a incapacidade na qual ela se encontra de atingir a dimensão concreta da obra, então a crise da arte no nosso tempo é, na realidade, uma crise da poesia, da ποίησις. Ποίησις, poesia, não designa aqui uma arte entre outras, mas é o nome do fazer mesmo do homem, daquele operar produtivo do qual o fazer artístico é apenas um exemplo eminente e que parece hoje estender, em uma dimensão planetária, a sua potência no fazer da técnica e da produção industrial. A pergunta sobre o destino da arte toca aqui uma zona na qual toda a esfera da ποίησις humana, o agir pro-dutivo na sua integridade, é posto em questão de modo original. > Esse fazer pro-dutivo (na forma do trabalho) determina hoje em toda parte o estatuto do homem sobre a terra, entendido a partir da práxis, isto é, da produção da vida material ” > “ - “O gênero da poíesis é diferente do da prâxis” Como vimos no capítulo precedente, os gregos se serviram, para caracterizar a ποίησις, a pro-dução humana na sua integridade, da palavra τέχνη, e designavam com o único nome de τεχνίτης tanto o artesão quanto o artista. Mas essa unidade de designação não significava de modo algum que os gregos pensassem a pro-dução a partir do seu aspecto material e prático, como um fazer manual ; o que eles chamavam de τέχνη não era nem a realização de uma vontade, nem simplesmente um fabricar, mas um modo da verdade, do ἀ-ληθεύειν, do desvelamento que produz as coisas, do ocultamento à presença. Τέχνη significava, portanto, para os gregos : fazer aparecer, ποίησις, pro-dução na presença ; mas essa pro-dução não era entendida a partir de um agere, de um fazer, mas de uma γνῶσις, de um saber117. Pro-dução (ποίησις, τέχνη) e práxis (πρᾶξις) não são, pensados de modo grego, a mesma coisa.” >“A essência da pro-dução, pensada de modo grego, é levar algo à presença (por isso Aristóteles diz ἔστι δε τέχνη πᾶσα περὶ γένεσιν, “toda arte concerne ao dar origem”) : em consequência, ela tem necessariamente fora de si o seu fim (τέλος) e o seu limite (τέλος e πέρας, limite, são em grego a mesma coisa, cf. Aristóteles, Met. IV, 1022b), que não se identificam com o ato mesmo de produzir. Os gregos pensavam, portanto, a produção e a obra de arte de modo oposto àquele em que a estética nos habituou a pensá-los : a ποίησις não é um fim em si, não tem em si mesma o seu limite, porque, na obra, não traz a si mesma à presença, ” “CAPÍTULO NONO > A estrutura original da obra de arte > “Tudo é ritmo, todo o destino do homem é um só ritmo celeste, como toda obra de arte é um ritmo único, e tudo oscila dos lábios poetizantes do deus... Essa frase de Hörderlin não nos foi transmitida pela sua mão. Ela pertence a um período da sua vida – aquele entre 1807 e 1843 – que se costuma comumente definir” X diferente de: (ip) >“valor” cultural nem um objeto privilegiado para a αἴσθησις dos espectadores, e nem mesmo a absoluta potência criativa do princípio formal, mas se situa, ao contrário, em uma dimensão mais essencial, porque permite ao homem, a cada vez, ter acesso à sua estatura original na história e no tempo. Por isso, Aristóteles pode dizer no livro V da Metafísica : ἀρχαὶ λέγονται καὶ αἱ τέχναι, καὶ τούτων αἱ ἀρχιτεκτονικαὶ μάλιστα, “também as artes são consideradas origens, sobretudo as arquitetônicas > A obra de arte perde, portanto, a autoridade e as garantias > que derivavam da sua inserção em uma tradição, para a qual ela construía os lugares e os objetos em que incessantemente se realizava o elo entre passado e presente ; mas, longe de abandonar a sua autenticidade p se tornar reprodutível (realizando assim o voto de Hölderlin de que a poesia voltasse a ser algo que se pudesse calcular e ensinar), ela se torna, ao invés disso, o espaço em que se cumpre o mais inefável dos mistérios : a epifania da beleza estética. > O fenômeno é particularmente evidente em Baudelaire, que Benjamin considerava, no entanto, o poeta no qual a decadência da aura encontrava a sua expressão mais típica. > Baudelaire é o poeta que tem que enfrentar a dissolução da autoridade da tradição na nova civilização industrial e se encontra, por isso, na situação de ter que inventar uma nova autoridade : e ele cumpriu essa tarefa fazendo da própria intransmissibilidade da cultura um novo valor e colocando a experiência do choc no centro do próprio trabalho artístico. O choc é a força de colisão que as coisas adquirem quando perdem a sua transmissibilidade e a sua compreensibilidade no interior > de uma ordem cultural. ponto fin

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.6 / 23
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas9%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Giorgio Agamben profile picture

    Giorgio Agamben

    Agamben foi educado na Universidade de Roma, onde em 1965 escreveu uma tese laurea inédita sobre o pensamento político de Simone Weil. Agamben participou dos seminários Le Thor de Martin Heidegger (sobre Heráclito e Hegel) em 1966 e 1968. Na década de 1970, trabalhou principalmente com linguística, filologia, poética e tópicos da cultura medieval. Nesse período, Agamben começou a elaborar suas preocupações primárias, embora seus rumos políticos ainda não estivessem explícitos. Em 1974-1975 foi fellow do Warburg Institute, University of London, por cortesia de Frances Yates, a quem conheceu por intermédio de Italo Calvino. Durante esta bolsa, Agamben começou a desenvolver seu segundo livro, Stanzas (1977). Agamben esteve próximo dos poetas Giorgio Caproni e José Bergamín, e da romancista italiana Elsa Morante, a quem dedicou os ensaios "A Celebração do Tesouro Escondido" (em O Fim do Poema) e "A Paródia" (em Profanações). . Foi amigo e colaborador de eminentes intelectuais como Pier Paolo Pasolini (em cujo O Evangelho Segundo São Mateus fez o papel de Filipe), Italo Calvino (com quem colaborou, por um curto período, como assessor do editora Einaudi e desenvolveu planos para uma revista), Ingeborg Bachmann, Pierre Klossowski, Guy Debord, Jean-Luc Nancy, Jacques Derrida, Antonio Negri, Jean-François Lyotard e muitos, muitos outros. O pensamento político de Agamben foi fundado em suas leituras da Política de Aristóteles, da Ética a Nicômaco e do tratado Sobre a Alma, bem como nas tradições exegéticas sobre esses textos na Antiguidade Tardia e na Idade Média. Em sua obra posterior, Agamben intervém nos debates teóricos que se seguiram à publicação do ensaio de Nancy La communauté désoeuvrée (1983) e da resposta de Maurice Blanchot, La communauté inavouable (1983). Esses textos analisavam a noção de comunidade em um momento em que a Comunidade Européia estava em debate. Agamben propôs seu próprio modelo de comunidade que não pressupunha categorias de identidade em The Coming Community (1990). Nessa época, Agamben também analisava a condição ontológica e a atitude “política” de Bartleby (do conto de Herman Melville) – um escrivão que “prefere não” escrever. Atualmente, Agamben leciona na Accademia di Architettura di Mendrisio (Università della Svizzera Italiana) e lecionou na Università IUAV di Venezia, no Collège International de Philosophie em Paris e na European Graduate School em Saas-Fee, Suíça; anteriormente lecionou na Universidade de Macerata e na Universidade de Verona, ambas na Itália. Ele também ocupou cargos de visita em várias universidades americanas, desde a University of California, Berkeley, até a Northwestern University, e na Heinrich Heine University, Düsseldorf. Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006. Em 2013, ele recebeu o Prêmio Dr. Leopold Lucas da Universidade de Tübingen por seu trabalho intitulado Leviathans Rätsel (Leviathan's Riddle, traduzido para o inglês por Paul Silas Peterson)

    81 Livros
    7 Seguidores
    Kingdom of Italy, Itália

    Giorgio Agamben