Você merece uma Segunda Chance -

    César Souza

    Agir
    2012
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788522014064
    Português Brasileiro

    Você merece uma Segunda Chance foi escrito para quem deseja assumir as rédeas de sua história, em vez de confiar sua trajetória ao destino ou ao acaso — e a boa notícia é que todos têm direito a essa nova chance. O livro traz diversos relatos de pessoas e empresas vencedoras que souberam perceber as oportunidades e tiveram a coragem de optar por caminhos que as fizeram renascer.

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    João Marcos Rodrigues Rainho17/11/2012Resenhou um livro
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    Cesar Souza cesarsouza@empreenda.net O autor foi executivo da Odebrecht, área de RH, depois virou consultor e caga-regras. Foi autor do bestseller de auto ajuda esgotado "O Momento da Virada", da ruim ed. Gente. Tenta parecer um empreendedor, mas sua trajetória de via foi numa única empresa até ser "consultor". Interessante a rapidez do processo de produção deste livro, da editora Agir (selo da Ediouro, RJ. Comprei numa cafeteria do posto BR em São Paulo, em outubro de 2012. O livro menciona fontes de 11 de julho de 2012. Cita "cases de sucesso" batidos como Havaianas, e a Nissan dirigido pelo franco-brasileiro Carlos Ghosn Usa termos batidos do RH da moda como "reinventar-se". Fala da necessidade do equilíbrio entre o trabalho, família, espiritualidade... William Shakespeare afirmou que o ser humano tem sete anos, sete idade. O clássico PASSAGENS, de 1998, da jornalista Gail Sheehi, traduzido em 28 idiomas, eleito um dos 10 livros mais influentes de nosso tempo pela Biblioteca do Congresso EUA. A autora divide a vida em estágios baseados em idades cronológicas. 20 anos - o ser humano idealiza o futuro, procura um parceiro, deixa a casa paterna, inicia uma profissão. 30 anos - está em plena atividade profissional. 40 anos - revisa sonhos e tem oportunidade de mudar sua história. 50 anos - inicia a melhor época para quem se dispõe a encontrar novos propósitos de vida. Na época do livro o sucesso profissional era linear, dentro de uma mesma empresa, fato que mudou. Em 1996 a autora atualizou o livro NOVAS PASSAGENS, e apontou 45 anos como data decisiva, ponto de mutação para uma segunda vida adulta. 45 aos 65 anos - Idade do Saber. 65 aos 85 anos - Idade da Integridade, e várias pessoas trilharam essa fase, como os políticos George Washington e Winston Churchill e os pintores Pablo Picasso e Henri Matisse. Segundo a antropóloga brasileira GUITA DEBERT, professora da Unicamp, "está havendo um embaraçamento entre as fronteiras que separavam as idades". Ela cita os "kidults", conceito do sociólogo inglês Frank Furdedi, para designar os adultos entre 20 e 35 anos que não abandonam a casa dos pais ou voltam a morar com eles (na Inglaterra são 38% dos jovens adultos solteiros); o “peterpandemônio” , inspirado na síndrome de Peter Pan, termo cunhado por publicitários norte-americanos para caracterizar pessoas na casa dos 20 aos 30 anos que buscam produtos que proporcionem um retorno à infância; e “adultescentes” (adultos adolescentes) pessoas de 35 a 45 anos que se consideram na vanguarda da cultura jovem e querem parecer mais jovens. Em geral, a expectativa de vida cresceu. Não estamos vivendo uma época de mudanças e sim uma mudança de época. “A pior coisa que se pode ter são soluções pré-fabricadas”, revelou Ghosn (Nissan) que sempre ignorou estereótipos na hora de tomar decisões. Outras lições do presidente da Nissan, eleito o melhor administrador do Japão em 2004: simplicidade, responsabilidade e transparência. Simplicidade é um sinal de transparência e trabalho árduo. Mudança pró-ativa ocorrem quando as coisas vão bem e se busca otimizar um posicionamento ou prevenir uma situação futura adversa. O melhor momento para mudar é quando tudo parece bem. Para empresas e pessoas. Mudar para evitar a acomodação (Fátima Bernardes, TV Globo). OPORTUNIDADE + ESTRATÉGIA + CORAGEM = NOVA CHANCE. ESTRATÉGIA A concepção é a parte mais fácil da estratégia. O mais difícil é a implementação. A estratégia é a arte da escolha. A coragem de dizer não. Manter o foco aonde se quer chegar e pavimentar o caminho até lá. Seu sucesso na tarefa de viver o seu próximo ato depende de uma variável importante: a coragem de escolher o caminho entre as inúmeras circunstâncias e oportunidades que compõem a sua existência. A vida corporativa é plena de idiossincrasias e desencantos. Pesquisa com mais de 200 executivos em 31 países, revelada pela Accenture Consultoria em 2012, revela que 59% dos homens e 57% das mulheres estão infelizes no trabalho. A causa da insatisfação reside no trabalho em si e na forma como as pessoas são gerenciadas – mais tratadas como cargos do que como pessoas. O que as empresas estão fazendo, segundo o professor da UnB, Mário César Ferreira, é uma espécie de ofurô corporativo: o funcionário vai para sessões de relaxamento e depois volta para o mesmo clima deteriorado e tem até um choque de realidade. Segundo a consultoria de recolocação de executivos DBM, num período de nove meses, entre outubro de 2008, auge da crise mundial , e junho de 2009,o número de brasileiros que partiram para u negócio próprio cresceu cerca de 60%, aproximando-se do patamar de 100 mil pessoas. Pesquisas confirmam que empreender passou a ser o sonho de mais de metade dos brasileiros com até 30 anos (o que essas pesquisas mascaram é que esses empreendedores são desempregados em busca de algo pra fazer e não arriscariam um empreendimento se tivessem um emprego bom e estável – veja o recorde mundial de brasileiros aspirantes a concursos públicos – uma contradição importante ) Deve-se optar por um empreendimento de um ramo que goste, que tenha afinidade. Reinaldo Polito largou a boa remuneração em um banco em 1985 para se tornar professor na arte de falar em público. Outros exemplos de superação: Ana Maria Braga, iatista Lars Grael, o músico Herbert Vianna, o pianista e maestro João Carlos Martins. “Quando você sofre uma adversidade, ou faz dela uma plataforma para crescer, ou cai no abismo” (JC Martins) Após o terrível terremoto em Lisboa em 1755 o Marques de Pombal recomendou: “Enterrem os mortos, cuidem dos vivos e garantam que isso nunca mais se repita”. Regra de ouro: só invista em um negócio aquilo que, se você perder, não porá em risco os outros bens que possui. Escolhas éticas. É muito tênue a linha que separa uma conduta ética de uma atitude condenável. Em alguns casos dá para voltar atrás e corrigir, em outros não. Os deslizes éticos nem sempre são tão evidentes. Os conscientes. Andrea, a jovem assistente de Miranda Priestl, personagem interpretada por Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada, percebe, numa cena marcante, que havia cometido um deslize sem se dar conta. Miranda diz a Andrea que se vê muito nela. A moça nega, argumenta que é muito diferente e jamais faria o que ela fez a um colega da empresa. Para surpresa da jovem, Miranda retruca: “Você já fez!”. Andrea se defende: “Mas eu não tinha escolha”. Será que n’ao tinha mesmo? São Jorge, o santo popular cultuado na Turquia como “São Jorge da Capadócia”, enfrentou e venceu o dragão da maldade. Da mesma forma, cada um de nós precisa derrotar os dragãos internos. Cuidado com a autossabotagem. “Eu não mereço… é muita areia para o meu caminhão...” Inimigos a vencer: sentimentos e crenças limitadores. Tripé de sentimentos: medo, culpa e raiva. A armadilha dos “ismos” (comodismo, negativismo, individualismo, fatalismo...). Apego à zona de conforto. Incoerência entre o que diz e o que faz. Ilusões. Obstáculos particulares. Robert Wong, autor do Best-seller “O sucesso está no equilíbrio”, afirma que o medo deixa as pessoas inoperantes, indecisas. Quase 90% dos nossos medos são virtuais, frutos de dores passadas e projetadas no futuro. A raiva também paralisa. E a culpa é total perda de tempo. O que resolve é se desculpar e aprender a lição. Disponibilidade Tempo e dinheiro. Do que você precisa para dar o primeiro passo? Numa viagem tradicional são imprescindíveis mapa, bússola, âncora, bom condicionamento físico. A viagem em direção a Segunda Chance pode requerer tempo considerável. Não se consegue mudar de profissão ou se dedicar a um projeto relevante tendo como base apenas os momentos de lazer, ou as horas fora do expediente normal de trabalho. Não devemos tratar o Projeto Segunda Chance como um “bico” no nosso tempo, só cuidar dele nas horas vagas. Sue a camisa: ensaie muito para a hora da verdade. O jornalista norte-americano Malcolm Gladwell, no seu livro Fora de Série: não se trata de sorte. Mas de bastante preparação. Ele diz que os bem sucedidos gramaram muito tiveram o que ele chama de DEZ MIL HORAS DE PREPARAÇÃO, antes de explodir como um hit. Caso dos Beatles que ensaiaram muito nos pubs. E Oscar Schmidt no Brasil. Melhor que um curso de gestão de tempo é aprender a dizer não. Liste pessoas ou projetos que estão tirando o seu foco. Sentir-se onipotente e onipresente. Achar que nada vai acontecer de errado, considerar-se supercapacitado. Daí a tendência a ignorar os sinais das dificuldades iminentes ou subestimar as forças das circunstâncias ou dos obstáculos a serem enfrentados. Um pouco de paranoia, como ensina Andrew Grove, presidente da Intel, no seu livro Só os paranoicos sobrevivem, não faz mal na hora da virada. Repetir estratégias que deram certo no passado. As circunstâncias mudam. A mesma água não passa duas vezes sob a mesma ponte. Você é fazedor ou planejador? Os heróis de grandes narrativas atravessam enormes dificuldades até conseguirem dar sua guinada e cumprir sua missão. O momento mais crítico é chamado pelo antropólogo e especialista em mitologia Joseph Campbell de provação suprema. É quando o protagonista precisa enfrentar a derrota aparente para adquirir a sabedoria que o conduzirá a vitória final. Segundo Cambpell, o herói tem de morrer para poder renascer. Precisa passar pelo erro para chagar a redenção . Se você fizer um levantamento das empresas destacadas na lista das Melhores e Maiores Empresas da revisa Exame ao longo de quatro décadas vai constatar que vários vencedores do passado já naufragaram ou, no mínimo, saíram do ranking. Os pulos do gato das NeoEmpresas vencedoras: - Valoriza o intangível e não apenas o tangível - Cultiva a paixão - Integra, de forma sistêmica, o modelo de negócios - Atrai e desenvolve líderes inspiradores - Luta pelo progresso dos seus clientes em vez de apenas buscar o seu crescimento - Customiza a gestão de pessoas, em vez de apenas gerenciar cargos - Constrói arquipélagos de excelências em vez de ilhas de competência - Reinventa-se constantemente - Incorpora a sustentabilidade ao seu modelo de negócio - Coloca a tecnologia a serviço do ser humano e não vice-versa. - Estrutura-se de forma horizontal, direta, flexível, focada em centros de resultados e em negócios em vez de se basear no velho formato de estrutura funcional organizada por centros de custos. - Constrói um mapa de geração de valor, com significado percebido pelas entidades que fazem parte do seu modelo de negócio. Os pulos do sapo das empresas que erram feio: - Falta de propósito comum - Desintegração entre pessoas e áreas - Estruturas funcionais, verticais, centralizadoras que inibem o empreendedorismo - Sistemas e processos incompatíveis com a natureza do negócio - Governança engessada, que afasta os melhores talentos - Gestão de cargos, em vez de gestão de pessoas - Gestão de clientes inadequada - Incapacidade de conviver e compartilhar decisões com terceiros - Escassez de líderes em todos os níveis - Atitudes que bloqueiam o seu potencial – comodismo, paternalismo, arrogância, negativismo... - Falta de cultura da inovação - Burocratização. Bibliografia PASSAGENS - CRISES PREVISÍVEIS DA VIDA ADULTA, de Gail Sheehy, 1977, eleito um dos dez livros mais influentes de nosso tempo. Fala da crise da idade. Depois atualizou para novo livro NOVAS PASSAGENS, 1996.

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