A Família Canuto e a Luta Camponesa na Amazonia é um romance cujo conteúdo preenche uma lacuna da história brasileira no período entre a Guerrilha do Araguaia e a Nova República. João Canuto, o chefe da família, contribuiu para a organização política e sindical na região Sul do Estado do Pará, norte do Brasil. Fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, atuou no movimento de base da Igreja Católica e foi candito na primeira eleição à Prefeitura de Rio Maria. Por poucos votos não foi eleito. Enfrentou o crime organizado que matava os trabalhadores rurais como se fossem bichos do mato. Lutou contra a impunidade dos assassinos e dos mandantes de camponeses, por isso foi assassinado. Infelizmente o processo do crime contra João Canuto nunca foi concluído. Os filhos de João Canuto deram continuidade a sua luta em prol dos trabalhadores do campo. José, Paulo e Orlando foram seguestrados e metralhados, apenas Orlando conseguiu escapar perfurado de balas. A Família Canuto, de luto e desestruturada, se refugiou em Belém. Essa é mais uma história que fere vergonhosamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
